Entrar Via

Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 133

Branca

Acordei com a cabeça latejando, o gosto de ferro na boca e um cheiro azedo de mofo e urina invadindo as narinas.

Estava amarrada a uma cadeira de metal, pulsos e tornozelos presos com cordas grossas que cortavam a pele toda vez que eu tentava mexer. A sala era escura, iluminada só por uma lâmpada fraca pendurada no teto, balançando devagar, jogando sombras que dançavam nas paredes úmidas. O chão era de concreto rachado, manchado de algo escuro que eu não queria identificar.

Eu sabia quem tinha feito isso.

O medo veio primeiro como um frio na espinha, depois como um aperto no peito que dificultava respirar. Não era só medo de morrer. Era medo dele. De Jonathan. De estar de novo no alcance dele.

Ouvi passos pesados se aproximando.

Um balde de água gelada foi jogado em mim de repente.

O choque me fez ofegar alto, o corpo arqueando contra as cordas, água escorrendo pelo rosto, pelo pescoço, colando a roupa na pele. Gritei sem querer, um som rouco, desesperado.

E então ele riu.

Baixo. Satisfeito.

Jonathan saiu da sombra no canto da sala, ainda vestindo o terno impecável, como se estivesse indo para uma reunião. O rosto dele era o mesmo de sempre: bonito, controlado, mas com aquele brilho doentio nos olhos que eu conhecia bem demais.

Ele parou na minha frente, mãos nos bolsos, olhando para mim como se eu fosse um experimento que tinha dado errado.

“Você é mais esperta do que eu pensei, sabia?” A voz saiu calma, quase elogiosa. “Me enganou por anos. Me fez acreditar que você era só uma mulher fraca, quebrada. Mas seu erro foi se envolver com aquele juizinho. Se tivesse continuado a seguir seu plano, talvez você ainda estivesse escondida de mim. E quem sabe… meu filho estaria vivo.”

A última frase saiu num grito, o rosto dele colado no meu, saliva voando.

O tapa veio em seguida.

Forte.

A cabeça virou para o lado, o ouvido zumbindo, a bochecha queimando.

“Como você pode matar o meu filho, sua desgraçada?” Ele urrou, segurando meu queixo com força, dedos cravando na mandíbula, obrigando meu rosto a encarar o dele. “Você sabe que eu precisava dele. E ainda assim o deixou morrer.”

Outro tapa.

Mais forte.

O gosto de sangue encheu a boca.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos agora, apertando até doer, olhos cravados nos meus.

“Sabe o que é pior? Que nós vamos ter que fazer outro.”

Meus olhos se arregalaram. O pânico subiu pela garganta como bile.

“Não…” A voz saiu fraca, rouca, quase um sussurro.

“Sim.” Ele sorriu, um sorriso frio, vazio. “Nós vamos fazer outro. Você querendo ou não. E você vai ficar amarrada aqui até ele nascer. Depois eu mato você. Para não correr o risco de você roubar de novo algo que me pertence.”

“Eu nunca vou permitir isso.”

Ele riu.

133. Meu pior pesadelo 1

133. Meu pior pesadelo 2

133. Meu pior pesadelo 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz