Entrar Via

Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 113

Laís

Meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ele conseguia ouvir. Eu tinha acabado de beijar o André. Meu chefe. O irmão mais velho da Branca. O homem que eu via quase todo dias, sempre sério, sempre controlado, sempre fora de alcance.

E agora a boca dele ainda estava úmida da minha.

Merda. Merda. Merda.

Eu falei que a noite tinha acabado de começar, mas... meu Deus, e agora?!

Forcei um sorriso, aquele sorriso fácil que eu usava no tribunal quando precisava disfarçar que estava suando frio. Me afastei só o suficiente para olhar para ele, fingindo que meu corpo não estava tremendo inteiro.

André me observava com atenção demais. A mão dele ainda estava na minha cintura, quente, firme. Ele sentiu. Claro que sentiu. O homem lia gente como se fossem processos.

“Eu fiz alguma coisa errada?”, perguntou baixo, a voz rouca.

Neguei rápido, balançando a cabeça.

“Não. Não fez.” Engoli em seco. “Eu só… acho que a bebida e a euforia falaram mais alto do que deviam.”

Ele riu de lado, aquele riso curto, quase tímido, que eu nunca tinha visto nele fora do fórum. O som vibrou no meu peito.

“Não tem problema uma noite só a gente ser nós mesmos.”

As palavras dele caíram como um convite perigoso. Eu ri também, nervosa, e ergui meu copo.

“Então… à gente ser só nós mesmos por uma noite.”

Batemos os copos. Bebemos olhando um pro outro. O segundo gole desceu mais fácil. O terceiro, mais quente.

Ele se inclinou de novo e me beijou. Dessa vez sem hesitar. A boca dele tomou a minha com calma, mas com uma fome controlada que me fez apertar os dedos na camisa dele. A língua dele roçou a minha devagar, como se estivesse aprendendo meu gosto. Uma das mãos subiu pela minha nuca, segurando meu cabelo com firmeza gentil. A outra desceu até a base das minhas costas, me puxando mais contra ele.

Eu me derreti.

Nunca tinha sido beijada assim. Como se ele tivesse todo o tempo do mundo e, ao mesmo tempo, como se estivesse morrendo de vontade de me devorar.

Quando nos afastamos, eu estava sem ar.

“Laís…”, ele murmurou, a testa encostada na minha.

Eu não deixei ele terminar. Beijei ele de novo. E de novo. E de novo. Até a música virar só um ruído distante e o mundo se resumir ao gosto dele, ao calor das mãos dele na minha cintura, ao jeito como ele gemia baixinho quando eu mordia de leve o lábio inferior dele.

Em algum momento decidimos ir embora. Não lembro quem sugeriu primeiro. Só lembro de entrar no carro dele, da mão dele na minha coxa durante o trajeto inteiro, dos dedos traçando círculos preguiçosos na pele exposta pelo vestido.

Quando ele parou em frente ao meu prédio, eu não desci.

Virei para ele, o coração martelando.

“Já cruzamos a linha”, falei, voz baixa. “Não quer ver aonde isso vai dar?”

Ele não respondeu com palavras.

Me puxou pelo pescoço e me beijou com tanta possessividade que eu soltei um gemido involuntário contra a boca dele. O beijo foi urgente, molhado, quase bruto. A mão dele apertou minha nuca, a outra segurou minha coxa, puxando minha perna por cima do câmbio e me sentando direto no seu colo. Sem membro, já estava duro.

“Não vai se arrepender?” ele disse contra meus lábios, voz rouca.

“Não.”

113. O que foi que eu fiz? 1

113. O que foi que eu fiz? 2

113. O que foi que eu fiz? 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz