Branca
Meu corpo ainda tremia dos resquícios do orgasmo, ondas suaves de prazer ecoando pela pele enquanto eu me virava nos braços dele. O vidro frio contra minhas costas era um contraste cruel com o calor do peito de Cássio pressionado contra mim. A cidade lá embaixo piscava indiferente, como se nada daquilo importasse. Mas ali, naquele momento, com os dedos dele ainda úmidos do meu prazer, eu me sentia exposta de uma forma que ia além do corpo. Vulnerável. Viva.
Ele me beijou devagar, a boca explorando a minha como se tivéssemos todo o tempo do mundo. A língua dele traçava caminhos lentos, saboreando, sem pressa. Eu retribuí, as mãos subindo pelo peito dele, sentindo os músculos tensos sob a camisa. Ele era sólido. Real. Um porto no meio da tempestade que Jonathan tinha criado.
“Você é linda assim”, murmurou contra meus lábios, os olhos escuros fixos nos meus. “Tremendo pra mim. Se deixando sentir.”
Corei, mas não desviei o olhar. “Você me faz querer isso.”
Ele sorriu, um sorriso lento e dedicado, daqueles que me desarmavam. As mãos dele desceram pela minha blusa, levantando o tecido com cuidado, expondo minha barriga. Ele parou por um segundo, os dedos traçando a cicatriz recente com uma delicadeza que me apertou o peito. Não era pena. Era reverência.
“Então vou te fazer querer outras coisas...”
Ele tirou a blusa pela minha cabeça, devagar, como se desembrulhasse algo precioso. Meus seios expostos endureceram com o ar fresco e o olhar dele. Ele não atacou. Em vez disso, beijou o vale entre eles, a boca quente e úmida, lambendo devagar um mamilo enquanto a mão apertava o outro com firmeza gentil. Eu arfei, as costas arqueando contra o vidro, o frio me fazendo arrepiar inteira.
“Cássio…”, gemi, os dedos enfiados no cabelo dele.
Ele ergueu o olhar, olhos quentes. “Devagar. Sem pressa. Seu corpo ainda tá se curando. Deixa eu te mostrar como é ser cuidada.”
Ele ajoelhou devagar na minha frente, as mãos descendo pela minha legging. Puxou o tecido para baixo, junto com a calcinha, expondo-me inteira para ele. O ar frio da noite contra minha pele molhada me fez tremer. Ele beijou a parte interna da minha coxa, subindo devagar, a barba por fazer roçando a pele sensível. Quando a boca dele encontrou meu centro de novo, foi com uma lentidão torturante, a língua traçando linhas suaves, chupando com pressão perfeita, mas sem forçar. Ele segurava minhas coxas com as mãos, me mantendo aberta para ele, mas sempre atento, nunca apertando demais.
Eu me apoiei no vidro, as palmas escorregando um pouco com o suor. A cidade assistia, luzes piscando como olhos curiosos, mas ali era só nós. Ele me levava ao limite devagar, a língua circulando o clitóris enquanto um dedo entrava e saía com cuidado, curvando para dentro, encontrando aquele ponto que me fazia ver estrelas.
“Você tá tão gostosa assim”, murmurou contra mim, a vibração da voz me fazendo gemer mais alto. “Tão molhada. Pra mim.”
“Cássio… por favor…”
Ele ergueu o olhar, lambendo os lábios. “O que você quer? Me diz.”
“Você. Dentro de mim.”
Ele se levantou devagar, os olhos nunca deixando os meus. Tirou a camisa com um movimento fluido, expondo o peito marcado pelos hematomas antigos da briga. Eu traçei as marcas com os dedos, sentindo a pele quente, viva. Ele gemeu baixo com o toque, mas me deixou explorar. Depois, baixou as calças, libertando-se para mim. Ele era grosso, duro, pulsando de desejo, e só de olhar meu corpo reagiu, um formigamento entre as pernas.
Ele me pegou no colo com cuidado, as mãos nas minhas coxas, me apoiando contra o vidro. “Segura em mim”, sussurrou.
Eu me agarrei aos ombros dele, pernas ao redor da cintura. Ele entrou devagar, centímetro por centímetro, me preenchendo com uma lentidão que era ao mesmo tempo tortura e salvação. Meu corpo se ajustou a ele. Ele não se moveu de imediato. Ficou ali, dentro de mim, beijando meu pescoço, murmurando palavras baixas.
“Você se encaixa perfeitamente em mim”, disse. “Como se fosse feita pra isso.”
Começou a se mover então, estocadas lentas, profundas, sempre atento ao meu rosto, aos meus gemidos. Uma mão apoiada na janela, a outra na minha bunda, guiando o ritmo. O vidro frio contra minhas costas, o calor dele na frente, a cidade piscando como testemunha. Cada movimento era dedicado, ele observava cada reação minha, ajustando o ângulo quando eu gemia mais alto, diminuindo quando eu piscava de desconforto.
“Assim?”, perguntou, voz rouca, uma estocada mais funda me fazendo arquear.
“Sim… exatamente assim.”
Ele aumentou o ritmo um pouco, mas nunca perdendo o controle. Beijava minha boca, meu pescoço, meus seios, como se quisesse me cobrir inteira. Eu me movia com ele, as unhas cravadas nas costas dele, sentindo o suor escorrer entre nós. O prazer construía-se devagar, uma onda crescente, sem urgência, só profundidade.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz