— É isso aí! — Tainá concordou na hora. — A Melissa só está tão arrogante porque está esperando um bebê, mas agora você também está. Então, por que ter medo dela? Eu acho que você devia deixar o Sérgio saber!
Fernanda também concordou, após refletir:
— Eu também acho. Não só o Sérgio, mas todo mundo devia saber. Nati, essa criança é a peça-chave para você virar o jogo e vencer.
Natália, porém, ficou paralisada. Para ser sincera, ela nunca havia pensado em usar seu bebê para alcançar qualquer vitória.
Além disso, Tainá e Fernanda não faziam ideia da reação e da atitude que Sérgio tinha em relação a crianças. E ela... não tinha coragem de lhes contar.
— E, mesmo que a Melissa faça todo o seu drama, batendo o pé para morar na sua casa. Tudo bem, deixe que ela more. Afinal, as duas estão grávidas. E seria a oportunidade perfeita para ver como o cão do Sérgio lidaria com a situação, quero só ver para qual lado ele penderia! Se ele cuidar da Melissa, isso o tornaria um desgraçado que abandona o próprio filho; se ele cuidar de você, a Melissa não vai ter como causar problemas.
Tainá deu um pequeno bufo e comentou:
— Pensando bem, acho que também daria certo não contar nada. Quando as atitudes dele causarem a perda do bebê, a gente vai ver o verdadeiro show. Não seria muito mais satisfatório ver ele cair de joelhos, se estapeando de arrependimento? Haha.
Tainá até riu de suas próprias palavras.
Natália também sorriu, mas... ela jamais faria aquilo.
Ela queria aquele filho, pura e simplesmente, porque o desejava.
Ela não queria perder o bebê, nem queria usá-lo para disputar nada.
Na opinião dela, não seria uma tremenda incapacidade usar um filho para entrar em disputas?
Sem mencionar, que tipo de mãe desejaria usar seu próprio filho para alcançar seus objetivos?
Embora a criança não soubesse de nada, era tão inocente, e quão trágico seria que, antes mesmo de nascer, já fosse usada na chamada luta pela vitória.
Ela não sabia se existiam mães assim.
Mas ela se recusava a ser desse jeito.
Como Tainá e Fernanda nunca haviam engravidado, então... elas só estavam falando da boca para fora, se divertindo com a ideia.
As duas se divertiram por um tempo, mas ao notarem a falta de reação de Natália, perceberam o que ela estava pensando.
Tainá interveio:
— Certo, chega de bobagens, então, Nati, o que você pretende fazer? Vai se livrar do pai e ficar com a criança?
— Hum. — Natália assentiu. — Eu... vou me divorciar dele.
Fernanda arregalou os olhos.

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