Natália não disse nada, o que era um consentimento silencioso.
Tainá continuou:
— Então, ninguém sabe, nem o canalha do Sérgio. Você não quis contar a ninguém, e só eu e a Fernanda sabemos? A sua mãe sabe?
Natália apertou os lábios.
— Minha mãe também não sabe, mas... ela tem algumas suspeitas. Quando eu estava em casa, ela... me viu vomitar. Ela até contou as suspeitas dela para o Sérgio.
Tainá ficou em silêncio, ponderando.
Fernanda perguntou:
— Então... aquele cão do Sérgio não acreditou?
Natália respirou fundo. Ao lembrar-se das palavras de Sérgio naquele momento, sua expressão escureceu um pouco e ela respondeu com apatia:
— Ele tentou me fazer confessar, mas eu neguei.
Tainá ergueu as sobrancelhas.
— Então, querida, você está... planejando fugir grávida??? Caramba, que emocionante!
Fernanda acrescentou:
— Por que não deixar ele saber? Puta merda, se fosse eu, eu pegaria o exame de gravidez, daria um tapa bem estalado na cara dele com o papel e o faria ajoelhar e implorar por perdão.
As palavras de Fernanda fizeram Natália rir, mas o sorriso carregava certa amargura.
Porém, ela não respondeu àquilo.
Ela pensava que Sérgio simplesmente não queria o filho dela com ele, então mesmo que jogasse o exame na cara dele, de nada adiantaria.
Muito menos ele se ajoelharia para implorar perdão.
Fernanda devia estar projetando a si mesma e a Marcelo naquela situação.
Tainá disse:
— Deixemos o tapa na cara para depois. Então, Natália... aquele seu desespero comendo no carro agora há pouco, era medo de perder o bebê?
Quando desceram do carro, Natália havia devorado um total de cinco pães.
Naquele momento, ela viu que Natália estava empurrando tanta comida que até parecia estar com vontade de vomitar.
Natália baixou os olhos, ficou em silêncio por dois segundos e assentiu:
— Hum.
Sentindo uma imediata frustração por ela não reagir, Tainá não conseguiu evitar dizer:

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