Melissa não respondeu; apenas apertou a barriga, franzindo o cenho.
Vendo aquilo, Marcelo não se atreveu a atrasar mais nem a fazer outra observação, pondo-se logo a caminhar.
Sérgio apressou os passos para alcançar Mário.
Com o desmaio anterior de Melissa, a ambulância já havia sido chamada e devia estar prestes a chegar; o tempo que Marcelo levaria para carregá-la para fora bateria perfeitamente.
Natália, no entanto, não tinha nenhuma ambulância à espera dela.
Por isso, Mário a carregou em direção ao estacionamento.
Sérgio os interceptou sem rodeios e foi direto ao ponto:
— Me entregue ela.
Mas, dessa vez, Mário não cedeu e respondeu:
— Você não estava cuidando de levar a Melissa?
Sérgio retrucou:
— O Marcelo está com ela.
Em seguida, insistiu:
— Me dê.
Ele estendeu os braços, ostentando um rosto muito tenso e sério.
Mas para sua surpresa, Mário recuou um passo:
— Quando você manda entregar, eu entrego; quando manda empurrar, eu empurro. Desde quando o Sr. Farias virou o dono do mundo?
Sérgio cerrou as sobrancelhas:
— Mário Junqueira, a Natália é a minha mulher.
Mário também não recuou:
— Ah, então você ainda se lembra de que ela é a sua mulher? Não era você que estava ao lado da Melissa antes? A Nati deixou claro que não queria a Melissa morando lá; e o que você disse? E agora, ela volta a ser sua mulher? O que houve? Vê-la desmaiar despertou a sua grande generosidade? Acha que é algum herói?
Depois de alfinetá-lo, Mário não quis mais discutir com Sérgio; simplesmente desviou dele e seguiu em frente com Natália nos braços.
Furioso, Sérgio afrouxou a gravata e barrou novamente o caminho:
— Diga o que quiser, mas me devolva ela.

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