Era impossível lidar com ela. O que mais ele precisava fazer para deixá-la satisfeita?!
O celular tocou de repente. Sérgio franziu a testa ao pegá-lo: era Melissa.
Ele atendeu.
A voz de Melissa soou frágil e suave:
— Sérgio, eu entendo. Sinto muito pelo incômodo. Você não precisa se preocupar, foi apenas um descontrole passageiro e logo estarei bem. Desejo o melhor para você e para a Nati, e... por favor, não me leve a mal.
Sérgio não se prolongou muito, apenas massageando a ponte do nariz enquanto respondia:
— Tudo bem, já entendi. Descanse.
*
Na noite anterior ao retorno de Sérgio, Natália recebeu uma mensagem dele, que dizia: "Chegarei em casa amanhã às oito da noite."
O rosto de Natália se iluminou ao ler. Ela respondeu prontamente: "Certo. Devo te esperar para o jantar?"
Sérgio respondeu: "Tanto faz."
Natália redigiu: "Ok."
Sérgio não mandou mais mensagens.
Natália ficou observando a tela, na expectativa.
Depois de esperar um bom tempo, ele continuava em silêncio.
Ela hesitou por um momento e digitou no teclado: "Quando você chegar, tenho um presente para lhe dar."
No entanto, na hora de enviar, pensou melhor e acabou apagando tudo.
Deixa para lá. Já que era uma surpresa... melhor manter segredo por enquanto.
Sentada na beira da cama, ela repousou a mão sobre o ventre, um sorriso leve brincando em seus lábios.
Num piscar de olhos, já estava grávida de dois meses.
Ela tinha feito um exame de rotina na véspera, em segredo. O bebê estava saudável.
Melissa já completara o quinto mês de gestação, e a barriga era notável sob roupas mais ajustadas.
Algum tempo antes, Melissa até lhe pedira para tocar a barriga, e ela achou a experiência fascinante.
Era o filho de Fábio Fontes e ela nutria muito carinho por ele.
Havia uma equipe médica na casa, e Melissa era monitorada diariamente.

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