O coração de Natália disparou repentinamente. Ela queria muito ir.
Antes que ela respondesse, Sérgio emendou:
— Além disso, seremos só nós dois desta vez, e por um bom tempo. Podemos considerar... uma lua de mel.
Ao ouvir aquelas palavras, seu coração acelerou ainda mais. Uma lua de mel...
Aquela proposta exercia uma atração irresistível sobre ela.
Quando se casaram, estavam tão infelizes que sequer houve lua de mel.
Mas, desta vez, ele tomara a iniciativa de propor algo parecido, e apenas os dois. Era impossível não se sentir tentada.
Sendo escritora, ela era inerentemente sensível e nutria um anseio profundo por esse tipo de romance poético.
Estava prestes a aceitar imediatamente, quando de repente se lembrou...
De que não estava em condições físicas para aquilo.
Uma lua de mel entre casais inevitavelmente envolvia intimidade.
E desde que começaram a brigar, Sérgio havia tentado se aproximar várias vezes... sem sucesso.
Então, se ela fosse, seria impossível esconder a gravidez por muito tempo.
Natália mordeu o lábio, dividida, permanecendo em silêncio por um bom momento.
Sérgio franziu a testa, deixando transparecer um pouco de insatisfação na voz:
— Não quer ir?
Natália também franziu a testa devagar.
Sérgio acendeu outro cigarro e jogou o isqueiro na mesa, liberando sua frustração.
— Natália...
Seu tom foi ríspido, mas... ele não completou a frase.
Talvez devido ao silêncio dela, Sérgio massageou as têmporas em sinal de derrota, acabando por suavizar a voz:
— Esqueça. Se não quer ir, descanse em casa. Viajar cansa, e como vou a negócios, estarei bem ocupado.
— Vou partir à tarde, então não voltarei para jantar. Se precisar de algo em casa, mande-me uma mensagem ou ligue. Vou voltar ao trabalho agora.
Dito isso, Sérgio desligou.
Natália ficou parada no sofá, segurando o celular, absorta em pensamentos.
Sérgio tinha mesmo mudado bastante ultimamente, a ponto de querer levá-la em suas viagens de negócios.

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