Tainá ficou paralisada.
Quando Mário tirou o frasco de álcool da mão dela, as pontas de seus dedos tremiam incontrolavelmente.
Até isso... ele ia recusar? Estava mantendo distância?
Fazia sentido.
Era o certo.
Se não fizesse isso, não seria o Mário Junqueira.
Mário não usou os cotonetes, apenas abriu o frasco de álcool e despejou de forma rude e direta sobre o dedo.
As lágrimas de Tainá começaram a cair ainda mais rápido ao ver a cena.
O álcool varreu a poça de sangue, mas os dois não se misturaram, separando-se em duas manchas bem feias e bagunçadas.
— Gaze. — Mário largou o frasco de álcool.
Tainá voltou a si e correu para procurar, entregando-a a ele logo em seguida.
Mário então pediu:
— Segure este lado para mim.
Ele enrolou uma camada grossa de gaze, mas o sangue ainda podia ser visto escorrendo.
Mário pediu novamente:
— Fita adesiva.
Tainá entregou a fita adesiva médica. Olhando para a gaze manchada de vermelho, perguntou com a voz embargada:
— Ainda está sangrando, vai parar assim? Realmente não precisa ir ao hospital?
Mário continuou enrolando a fita, agindo como se não fosse nada.
— Vai parar daqui a pouco. Uma feridinha dessas não precisa de hospital.
Quanto mais ele agia assim, mais angustiada Tainá se sentia.
De repente, ela ergueu os olhos marejados, olhou para o perfil incrivelmente bonito de Mário e disse:
— Mário, por que você não... digo, o que eu quero dizer é, eu tenho outra ideia.
Mário virou o rosto para olhá-la.
— O quê?
Os lábios de Tainá tremeram levemente.

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