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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 284

Tainá ficou paralisada.

Quando Mário tirou o frasco de álcool da mão dela, as pontas de seus dedos tremiam incontrolavelmente.

Até isso... ele ia recusar? Estava mantendo distância?

Fazia sentido.

Era o certo.

Se não fizesse isso, não seria o Mário Junqueira.

Mário não usou os cotonetes, apenas abriu o frasco de álcool e despejou de forma rude e direta sobre o dedo.

As lágrimas de Tainá começaram a cair ainda mais rápido ao ver a cena.

O álcool varreu a poça de sangue, mas os dois não se misturaram, separando-se em duas manchas bem feias e bagunçadas.

— Gaze. — Mário largou o frasco de álcool.

Tainá voltou a si e correu para procurar, entregando-a a ele logo em seguida.

Mário então pediu:

— Segure este lado para mim.

Ele enrolou uma camada grossa de gaze, mas o sangue ainda podia ser visto escorrendo.

Mário pediu novamente:

— Fita adesiva.

Tainá entregou a fita adesiva médica. Olhando para a gaze manchada de vermelho, perguntou com a voz embargada:

— Ainda está sangrando, vai parar assim? Realmente não precisa ir ao hospital?

Mário continuou enrolando a fita, agindo como se não fosse nada.

— Vai parar daqui a pouco. Uma feridinha dessas não precisa de hospital.

Quanto mais ele agia assim, mais angustiada Tainá se sentia.

De repente, ela ergueu os olhos marejados, olhou para o perfil incrivelmente bonito de Mário e disse:

— Mário, por que você não... digo, o que eu quero dizer é, eu tenho outra ideia.

Mário virou o rosto para olhá-la.

— O quê?

Os lábios de Tainá tremeram levemente.

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