Marcelo suspirou: — Também não faço ideia do que passava pela cabeça dela. Mas o que eu posso fazer? É algo sobre o qual eu tenha controle? Se pudesse, as coisas não estariam assim.
A expressão de Fernanda ficou sombria, e ela também não parecia muito contente.
Mas o que Marcelo disse realmente não estava errado; tanto Gorete quanto Melissa eram pessoas independentes, como ele poderia controlá-las?
Prendê-las?
Fernanda ficou em silêncio.
Marcelo ia pegar um cigarro, mas, recordando-se subitamente das palavras de Mário, decidiu não o fazer.
E comentou: — Mas sobre o Mário em relação à Natália, não acha que... está ficando cada vez mais evidente?
Fernanda hesitou por um segundo.
E depois falou: — Do que você está falando? Ele já disse que é porque ela salvou a vida dele, por que ficar misturando romance no meio?
Marcelo rebateu: — Retribuir a salvação da própria vida é ótimo. Mas, para ser sincero, eu acho... que se as coisas tomassem esse rumo, também seria bom. Que Sérgio terminasse de vez com a Natália e Mário ocupasse o lugar, acho que seria melhor. Todos sairiam ganhando.
Fernanda olhou para ele: — O que você quer dizer com isso? Que a situação deveria ser resolvida sem enrolações? O Sérgio se divorcia da Natália, o Mário fica com ela, e aí o Sérgio poderia ficar com a sua irmã? Você só está arrumando o caminho da Melissa, não é?
Marcelo argumentou: — Se todos quiserem que as coisas tomem esse rumo, parece uma ótima ideia.
Fernanda franziu a testa, cética: — Quer dizer então que o Sérgio ainda pensa na sua irmã, com o desejo de retomar o romance?
Marcelo respondeu: — Eu não faço ideia. O que eu quero dizer é que, se fosse assim, seria o mais prático; a Natália também descobriria um mundo novo, não seria?

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