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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 229

A fala podia ser interpretada como um menosprezo a Natália.

Entretanto, não deixava de ser uma verdade.

Quem passaria quatro dias fora de casa sem se comunicar com a própria família?

O golpe era pesado, e Sérgio não conseguiu se esquivar.

Se, porventura, acreditasse que a esposa era uma mera serviçal, jamais poderia assumir tal absurdo.

Do contrário, Isabel dispararia: "Se é assim, por que se casou? Devia ter contratado uma empregada".

A ira de Sérgio borbulhava, mantendo-o aprisionado na mudez de seu orgulho.

Todavia, a altivez que marcou sua fisionomia e seu olhar... desfez-se visivelmente.

A sua base começou a rir.

Diante daquilo, Natália sentiu uma vontade espontânea de rir, um prazer ampliado a ponto de endireitar ainda mais as costas.

O desejo de escutar de Sérgio que ele estava errado era inegável.

A despeito da perda de soberba, Sérgio mantinha seu silêncio, travando o ambiente em um impasse incômodo.

Melissa não suportou e apressou-se a tomar as mãos de Natália:

— Nati, diga algo. O Sérgio já está ajoelhado, deixe para lá. Não permita que a senhora Horta o pressione mais!

As lágrimas embaçaram sua visão.

Natália cruzou seu olhar, observou-a por dois segundos, recolheu as mãos de maneira serena e rebateu:

— Melissa, não tenho autonomia para me intrometer quando minha sogra disciplina o próprio filho.

Diante dessa negativa, Melissa silenciou.

Contudo, voltou à carga às pressas:

— Interceda por ele! Ele já se ajoelhou, já ouviu as repreensões. Peça clemência e acabem logo com tudo isso.

O semblante de Natália franziu-se levemente, envolto num turbilhão de pensamentos, que acabou decantando em uma sentença:

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