Mas ela não encontrou mais meios de retrucar.
Sérgio olhava para Isabel, estupefato:
— O que a senhora quer dizer com isso, mãe? O que está falando?
Só faltava perguntar o motivo.
Isabel ergueu o queixo, encarando-o de frente:
— Desde quando sua capacidade de compreensão ficou tão limitada? Eu mandei que se ajoelhasse diante da sua esposa! É tão difícil entender uma frase dessas?
O rosto de Sérgio fechou-se numa sombra densa.
Irritado, ele mordeu os lábios de frustração e, finalmente com o cenho franzido, perguntou:
— Por quê?
O rosto de Isabel permaneceu severo:
— Ajoelhe-se primeiro, depois eu explico!
É claro que Sérgio não cederia assim tão fácil. Aquilo era uma humilhação gigantesca.
Ainda mais com a presença de Melissa ali.
Ajoelhar para a própria esposa na frente de visitas era o cúmulo da vergonha.
Sérgio cruzou os braços em resistência; não proferiu palavra, mas tampouco se ajoelhou.
Isabel rebateu:
— O que foi? Cresceu e acha que já sabe voar sozinho, que não tenho mais controle sobre você? Se não se ajoelhar agora, é porque não tem mais consideração nem pelos próprios pais!
Aquilo foi uma acusação de peso.
Natália franziu o cenho de leve ao perceber a entrelinha... Isabel insinuava que, se Sérgio não obedecesse, não deixaria a situação passar batida e seria capaz até de... expulsá-lo da Família Farias?
Natália estava assombrada. Nunca imaginara que o suporte de Isabel seria tão absoluto e implacável!
Um contra-ataque arrasador!
Sérgio encarou a mãe e, após alguns segundos, assentiu com a cabeça:
— Certo, certo, muito bem.
De um jeito ou de outro, sua mãe havia apelado para as últimas consequências.
A piedade filial falava mais alto.
Sob a pressão avassaladora do vínculo materno, ele não teve a audácia de agir como um filho desobediente.

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