Melissa começou a rir:
— Foi um susto, mas estou bem. Para falar a verdade, eu quase morri de pânico! Se fosse só eu, não teria o menor problema, poderia cair e não me importaria. Mas agora...
Dito isso, baixou o olhar para o próprio ventre plano e adotou um tom meigo:
— Agora eu não posso mais brincar. Afinal... é o único sangue que restou do Fábio.
As palavras eram como lâminas cortando profundamente a alma de Natália.
Mesmo assim, não conseguia articular uma única palavra.
Tudo que conseguiu responder foi:
— Hum.
O tom de sua voz era pesado, e logo emendou:
— Sente-se primeiro.
Inesperadamente, Melissa segurou a mão dela com uma aparente aflição e perguntou:
— Nati, você não está brava, não é?
A pergunta pegou Natália desprevenida.
Ela indagou num reflexo instantâneo:
— Brava com o quê?
Melissa, parecendo constrangida, respondeu:
— Com o Sérgio ter me abraçado.
Os olhos de Natália se arregalaram levemente.
Aquelas palavras perfuravam seu peito de verdade.
É claro que estava brava, mas esse era um problema dela.
Entretanto, ao trazer o assunto à tona, Melissa estava expondo para todos uma "raiva" que ela própria preferia esconder.
Expondo como ela era mesquinha, como era tacanha.
Natália olhou para Melissa, perguntando-se se aquilo não era proposital.
Se ela não havia falado nada, por que Melissa tocara no assunto, forçando-a a dizer que não estava brava?
Mas a expressão de Melissa transbordava tanta inocência que realmente parecia uma simples preocupação em tê-la chateado.
O semblante de Melissa continuava cheio de vivacidade, mostrando que estava numa fase de ótima disposição.
Enquanto Natália... parecia um pedaço de madeira velha e sem vida.
Ao ver que ela não respondia, a expressão de Melissa mudou para algo mais tenso, e perguntou com hesitação:
— Você está brava, não está?
Natália respirou fundo e respondeu:
— Não. Pode se sentar.
Melissa finalmente relaxou, abrindo um sorriso doce:

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