Foi exatamente nesse momento que Isabel se aproximou, afastando Melissa com suavidade e examinando-a com atenção:
— Tudo bem? Machucou-se?
O pranto de Melissa não parecia fingimento, como se realmente tivesse tomado um grande susto.
Mas, diante de tamanha preocupação de Isabel, ela pareceu consolar-se um pouco.
Melissa, com lágrimas nos olhos, balançou a cabeça:
— Estou bem, senhora Horta, eu não... não me machuquei. Ainda bem que o Sérgio me segurou.
Ao terminar a frase, ela olhou para Sérgio com aqueles olhos molhados.
Um olhar que transbordava gratidão, alívio e uma imensa sensação de segurança.
Sérgio manteve o silêncio.
Isabel disse:
— Eu quase morri do coração! Pois é, ainda bem que o Sérgio a segurou. Conheço muito bem o filho que tenho. Ele é de uma bondade e retidão inquestionáveis. Até de um cãozinho de rua ele tem pena.
Essa frase fez Melissa hesitar.
Como se houvesse algo... um pouco estranho naquela comparação.
Mas a preocupação e o sorriso no rosto de Isabel pareciam sinceros.
Melissa enxugou as lágrimas e sorriu:
— A senhora tem razão. Se não fosse por isso, ele não teria sido tão bondoso comigo, mesmo eu tendo causado tamanho incômodo a ele e à Nati ao voltar.
O sorriso de Isabel se alargou. Ela assentiu, tomando a mão de Melissa:
— Venha, sente-se aqui, tenha cuidado com a barriga.
Melissa pareceu lisonjeada:
— Está bem, muito obrigada, senhora Horta.
Isabel retrucou:
— Não precisa agradecer, você é nossa visita. A Família Farias é conhecida em nosso círculo social por saber receber muito bem. Nunca perdemos a compostura. Portanto, não haja com tanta formalidade, caso contrário, parecerá que somos maus anfitriões.
Enquanto falava, Isabel guiava Melissa em direção ao sofá.
Ao ouvir o que Isabel dizia, Melissa apenas sorria e concordava:

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