O clima ficou um pouco constrangedor.
Natália virou-se para um dos empregados de pé por perto e instruiu:
— Suba e chame os dois.
O empregado abaixou a cabeça e apressou-se para cumprir a ordem.
Em pouco tempo, os dois desceram, conversando e sorrindo.
Mais exatamente, Melissa falava e ria, parecendo tão radiante e alegre quanto uma garota inocente que não conhecia os males do mundo.
Embora estivesse grávida de três meses, sua barriga não transparecia, mantendo a mesma silhueta de antes.
Talvez por ter Sérgio ao seu lado, sua aparência e energia estivessem excelentes.
Sérgio não falava tanto e tampouco demonstrava um ânimo efusivo, mas adotava a postura de um anfitrião recebendo uma visita.
Apesar disso, os lábios dele esboçavam um sorriso discreto.
Aparentemente, seu humor não estava nada mal.
Enquanto os dois desciam as escadas, Natália e Isabel permaneciam sentadas no sofá, ficando de frente para eles.
Sérgio não devia esperar a presença de Isabel; ergueu ligeiramente as sobrancelhas e apertou o passo.
Foi então que Melissa virou a cabeça e, ao avistar Isabel, hesitou por um instante, mas logo abriu um sorriso e acelerou o passo também.
Quando faltavam apenas alguns degraus, Sérgio tomou a iniciativa de cumprimentar, com bastante respeito:
— Mãe.
Melissa também cumprimentou:
— Senhora Horta. Quanto tempo.
Isabel olhou para os dois, apertou levemente os lábios e assentiu, em forma de resposta.
Sentada ali, Natália sentia-se como uma estranha...
E pior... uma estranha que parecia fazer o papel de "casamenteira".
Que sensação era aquela?
O semblante de Melissa era de uma jovem moça.
Sérgio sempre fora charmoso e elegante; afinal, como um ator duas vezes premiado, tanto seu rosto quanto sua postura e a aura imponente que exalava ao caminhar eram únicos em um milhão.
Parado ao lado de Melissa, caminhando com tanta naturalidade, ele parecia uma máquina ambulante de hormônios.

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