Imersa em seus próprios pensamentos, Natália nem percebeu que Mário Junqueira já havia terminado o café da manhã.
E Marcelo Mendes também aproveitou o momento para dizer a Mário que já iam voltar.
Quando Natália despertou de seu transe, viu exato o momento em que Marcelo apertava a mão de Mário e dava tapinhas no seu ombro, dizendo:
— A gente marca outra na próxima.
Mário assentiu:
— Vão com cuidado.
Fernanda se levantou.
Natália então se tocou que era hora dela voltar também.
Natália também se levantou num salto e disse:
— Eu... eu também vou indo.
Quando viera, havia sido Mário quem a tinha buscado.
Sendo assim, para voltar, ou Mário a levaria de carro, ou mandaria um carro levá-la.
Porém, antes mesmo de pensar na resposta dele, Natália acrescentou:
— Eu vou com o Sr. Mendes e os outros.
Dizendo isso, olhou para Fernanda:
— Vocês me dão uma carona, né.
Fernanda concordou:
— Mas é claro!
Natália apertou os lábios em um sorriso.
Inesperadamente, Mário olhou para Natália e disparou de forma direta:
— Você, fica.
Aquelas palavras fizeram todo mundo paralisar por um momento.
Incluindo Natália.
Que ficou desnorteada, sem reação.
Tainá arregalou os olhos com mais intensidade. Cacete, isso era... ele ia jogar as cartas na mesa agora?
E o jeito que ele falou...
Parecia tão imponente e mandão, foram poucas palavras: você fica!
Natália ficou paralisada por um bom tempo, antes de finalmente dizer:
— Hã?
Mário olhou para ela:
— Tenho algo para falar a sós com você.
Foi aí que Natália voltou a si:
— Oh, oh, tudo bem.
Fernanda e Marcelo também se recuperaram do choque e disseram:
— Beleza então, nós vamos indo nessa.
Mário assentiu:
— Certo, não vou acompanhá-los até a porta.
Ele disse isso, mas seus olhos direcionaram-se para o Sr. Jorge.
O Sr. Jorge baixou a cabeça respeitosamente:

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