Ao ser confrontada com o olhar tão puro de Natália, Tainá se sentiu ainda mais desconcertada e morta de vergonha.
Mas antes de poder responder.
Fernanda logo emendou, baixando a voz de forma bem fofoqueira e perguntou:
— O Mário é muito intenso, né? Seus olhos estão até inchados de chorar...
Natália cobriu a boca, sorrindo, também no clima de fofoca.
Tainá apressou-se em engolir o mingau da boca e disse:
— Nada a ver, não teve nada disso. Pelo amor de Deus, eu realmente só tive uma crise de conjuntivite.
As duas pareceram não engolir muito aquela história.
Tainá levantou a mão, jurando com toda a seriedade:
— Eu e o Sr. Mário somos puramente inocentes, ele dormiu no quarto dele e eu fiquei no meu quarto de hóspedes! Eu juro, não teve absolutamente nada desse tipo!
Talvez pela sua postura excessivamente séria, as duas acharam que ela estava apenas tentando disfarçar, morta de vergonha.
Fernanda retrucou:
— Bom, com uma noite tão romântica como a de ontem... Enfim, eu não acredito.
Natália também acrescentou:
— Eu também não acredito.
Tainá pensou por um instante e, mantendo o tom sério, continuou para Natália:
— Querem que eu vá ao hospital fazer exames pra provar pra vocês duas?
As duas arregalaram os olhos:
— Quê?
Natália sentiu que Tainá realmente estava sendo honesta e não estava mentindo. Apressou-se em dizer:
— Não precisa chegar a esse ponto. Na verdade, guardar para o casamento é uma coisa bem bonita.
Fernanda concordou.
Tainá assentiu vigorosamente:
— Exatamente! O Sr. Mário segue esse princípio de não morar junto antes do casamento, sem nenhuma intimidade! Então, por favor, não se enganem.
O motivo pelo qual se esforçava tanto para explicar tudo era... tentar compensar sua atitude da noite anterior.
— Nossa. — Natália se surpreendeu. — Sério mesmo? Tão romântico e pudico assim? Não dava para imaginar.
Fernanda também riu:
— Realmente não tem cara mesmo.
Tainá apressou-se em responder:
— É exatamente assim. Sabe, o charme do contraste. Pronto, pronto, vamos parar de falar nisso, desde que vocês já saibam.
As duas concordaram com a cabeça.
Assim que a conversa terminou, Mário Junqueira e Marcelo Mendes voltaram da antessala.
Mário sentou-se e só então começou a sua refeição.
Ele comia com bastante calma, sem nenhuma pressa.
Tainá também estava comendo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de um Amor Que Você Matou