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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 185

Se Tainá realmente cedesse à emoção e contasse a verdade...

As consequências seriam extremamente "graves".

E no mínimo... seriam consequências que Mário não conseguiria suportar.

Pois se Natália descobrisse, ela com certeza se afastaria, ou até mesmo começaria a evitá-lo completamente.

E não apenas pelo fato de Natália ser casada e o marido dela ser amigo de infância dele, ou pelo fato de Natália nunca ter nutrido sentimentos românticos por ele.

Havia um motivo ainda maior...

Tainá também era uma das melhores amigas de infância de Natália.

Diante disso, Natália seria engolida pela culpa e fugiria para o mais longe possível.

Era quase certo que ela nunca mais iria querer olhar na cara dele pelo resto da vida.

Pensando nisso...

Mário levantou-se da cama no mesmo instante, com a voz tomada por uma firmeza fria e implacável: — Tainá Teixeira, onde você está?

Tainá estava chorando de forma incontrolável.

Ela não respondeu.

Seu choro era, em grande parte, potencializado pelo álcool fazendo efeito.

Pois, quando estava sóbria, ela nunca agiria daquela maneira.

Ela chegava até mesmo a ceder e a ajudá-lo de bom grado.

— Na adega? — Mário rapidamente tirou sua própria conclusão.

Tainá respondeu entre soluços soltos: — V-você vem tentar me convencer a não fazer isso?

No fundo, Tainá sabia as "consequências" de revelar a verdade.

O grupo de amigos de infância deles já estava "se despedaçando", e as coisas não eram mais as mesmas de antes.

Se ela soltasse aquela bomba...

Explodiria todos eles pelos ares!

Ninguém... sairia ileso.

Mário apenas disse: — Me espere aí.

Tainá rebateu em prantos: — Por quê? Tá com medo que eu fale? Vai vir me implorar?

Ao pronunciar aquela última frase, a própria Tainá não sabia o que sentia.

Implorar.

Mário implorando a ela.

Era algo que ela sequer tivera coragem de imaginar antes.

Ele era tão soberano, tão inatingível, será que ele se curvaria?

Óbvio que não.

Ele não implorava nem mesmo para a própria Natália. Jamais imploraria para que ela o amasse.

Sendo assim...

Por que ele imploraria a ela?

Implorar a ela, que não passava de uma palhaça nesse circo?

Mário respirou fundo. Ele já havia caminhado para bem longe do seu quarto. Sua voz soou tranquila ao responder: — Eu estou indo até aí para conversar com você. Mas, se eu não conseguir te impedir... então não impedirei.

Tainá encerrou a ligação aos prantos.

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