Natália notou os olhos avermelhados de Tainá e levou um susto.
Ela franziu as sobrancelhas, o sorriso se apagou e perguntou com a voz repleta de cautela:
— O que foi? Será que eu... falei algo errado?
A situação pegara Natália totalmente de surpresa.
Ela não entendia por que aquela simples frase tinha feito Tainá quase chorar.
Mário uniu as sobrancelhas e encarou Tainá.
Tainá se apressou em explicar:
— Não foi nada! Eu apenas... estou muito feliz!
Tainá pegou a mão de Natália, e mesmo com os olhos rasos d'água, abriu um sorriso:
— Nati, eu estou feliz. Feliz por ser tão abençoada.
Foi só então que Natália compreendeu e seu sorriso retornou.
Apertou a mão de Tainá com força, e disse:
— Sim! Você tem muita sorte e deve continuar sendo feliz!
Os olhos de Tainá ganharam um tom mais rubro, e lágrimas insistiram em escapar, mas seu sorriso, em resposta, floresceu:
— Sim! Com certeza. Todos nós seremos.
Natália riu abertamente e exclamou:
— Sim!
— Vamos. Precisamos trocar de roupa. — A voz de Mário cortou o ar.
Em instantes, o grupo já trazia roupas secas e caminhava pelo gramado.
A grande fogueira estava preparada e crepitava sob o silêncio da noite, espalhando uma atmosfera muito acolhedora.
As luzes e holofotes no jardim, acesos, destacavam pôneis, cervos malhados e pavões andando majestosamente.
Afastados do fogo, brincavam em sua margem movidos pela curiosidade.
O ambiente todo estava exuberante, não perdendo em nada para qualquer Resort de Luxo que se conhecesse.
A beleza natural trazia em si a virtude de curar e confortar almas. Natália admirou:
— Que lugar lindo!
Tainá juntou a mão dela à de Fernanda, orientando:
— Vamos para lá.
Atrás de todas caminhavam Marcelo e Mário.
Marcelo alongou seus passos intencionalmente, lançando um olhar a Mário, incerto do que falaria.

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