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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 178

Ela tentava se forçar: "Fale, fale, fale!"

Mas...

Ainda assim...

A frase não saiu.

Ao vê-la daquela maneira, Mário franziu ligeiramente o cenho:

— O que foi?

Sua voz continuava suave, ele continuava exalando uma beleza arrebatadora e a presença esmagadora que sempre tivera.

Apenas sentado ali, embora parecesse em paz, emanava uma aura que mantinha todos a uma enorme distância.

Tainá, por fim, baixou os olhos, depois voltou a erguê-los com um sorriso:

— Nada.

Ele pareceu momentaneamente confuso, mas logo perdeu o interesse.

Limitou-se a responder:

— Ah.

E desviou o olhar.

Tainá ficou de pé e, no momento em que daria um passo, um pensamento lhe veio à mente.

E se... ela fingisse cair?

Mário iria segurá-la, abraçá-la ou tentar ampará-la?

Até mesmo... que fosse apenas por reflexo.

Sem qualquer outro sentimento envolvido.

O pensamento, contudo, sumiu quase de imediato, e ela logo o descartou.

Não.

Seria humilhação demais.

Não achava que sairia vitoriosa nessa aposta.

Talvez tivesse até certeza de que perderia.

Se Mário não demonstrasse sequer aquele mínimo instinto, o que se espatifaria no chão quando ela caísse não seria apenas seu coração.

Seria também o seu orgulho e sua dignidade.

A verdade é que não se atrevia a arriscar por saber que as chances eram esmagadoramente contra ela. Era uma aposta onde a derrota era certa.

Tainá pegou um roupão em um cabideiro próximo e se envolveu nele, ocultando as formas sensuais do biquíni.

Só então sentiu o coração um pouco mais leve.

Olhou para a direção de Natália e dos demais, caminhou até a beira d'água, mergulhou apenas as pernas e se juntou ao papo.

Seu desejo original era simplesmente ir embora dali, para poder chorar um pouco sozinha.

Porém, deu-se conta de que nem mesmo o direito de partir lhe era concedido.

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