— Quem disse que estamos atrasando alguém? Nós estamos aqui apreciando a paisagem. Além disso, nenhuma de nós reclamou de atraso, por que você está resmungando? Que piada. — acrescentou Tainá.
— Sr. Farias, de verdade... se não sabe o que dizer, é melhor ficar calado. — Fernanda também não conseguiu se conter.
Ele realmente tinha se acostumado com isso?
Por que sempre gostava de culpar Natália?
O rosto de Sérgio escureceu, afinal, o que ele queria dizer era...
Deixa para lá.
Suas boas intenções eram sempre mal interpretadas.
— Então, quanto tempo mais vocês vão ficar esperando? — perguntou Sérgio, erguendo o pulso para olhar o relógio.
— E o que te importa quanto tempo vamos ficar? Vai viver a sua vida. Aff, você é inacreditável, por que tem que controlar tudo? Por que esse tom tão paternalista? — disparou Tainá.
Sérgio olhou para Natália e, momentos depois, virou-se para ir embora.
Foi então que ele viu Mário Junqueira, que havia saído antes, subindo os degraus de volta, seguido por Caio Fonseca.
Tainá e as outras também os notaram.
Mário se aproximou, com Caio segurando uma sacola nas mãos.
Ele passou direto por Sérgio e foi até Natália, enquanto Caio o acompanhava logo atrás.
Sérgio virou a cabeça.
Antes que Natália ou qualquer outra pessoa pudesse dizer algo, Mário puxou as pernas da calça e se agachou na frente dela.
Natália arregalou os olhos, surpresa.
Ela o viu estender a mão, e Caio imediatamente tirou da sacola um par de sapatos novos...
Pretos e de sola plana.
— Pé. — disse ele, estendendo a mão para Natália.
Natália ainda nem havia se recuperado do choque.
Por outro lado, Sérgio virou-se completamente, com as mãos cerrando-se em punhos de forma involuntária.
Enquanto Natália ainda estava atônita, Mário já havia segurado o tornozelo dela.

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