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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 108

Mário ergueu uma sobrancelha, inabalável:

— Se eu quiser fazer barulho, vai me impedir?

Parado ali, com sua estatura alta, exalava uma arrogância imponente.

Sérgio riu friamente:

— Mário Junqueira, estou te avisando: não ouse ter nenhuma segunda intenção com a Natália.

Mário sorriu:

— O Sr. Farias está tão confiante assim? E se eu tiver, o que você vai fazer a respeito?

Os dois se encaravam, nenhum cedendo um milímetro sequer.

Mas a resposta de Mário fazia sentido. O que Sérgio poderia fazer?

Na verdade, nada. Nenhum dos dois podia controlar o outro.

Sérgio assentiu:

— Tudo bem, já entendi.

Dito isso, sacou o celular.

Mário, no entanto, ergueu uma sobrancelha. Apontando o indicador da mão que segurava o cigarro para ele, com um tom de alerta pesado, disse:

— Que bom que entendeu.

O rosário de jacarandá em seu pulso brilhava contra o tom de sua pele.

Depois disso, Mário não foi embora. Ficou apenas observando Sérgio discar no telefone, com frieza.

A ligação de Sérgio foi para Dona Maria, a governanta da casa.

Dona Maria atendeu:

— Patrão.

Sérgio respirou fundo, contendo a fúria que Mário havia despertado em seu peito, e perguntou:

— O Ricardo Gusmão acompanhou a senhora ao hospital?

Dona Maria respondeu:

— Não.

Sérgio continuou:

— E mandou chamar o médico da família?

Dona Maria olhou para Natália, que acabava de entrar no salão principal, e informou:

— A senhora também não quis. Mas... depois do jantar, ela foi sozinha ao hospital. Acabou de voltar.

Natália, ao ouvir aquilo, logo percebeu que era Sérgio quem ligava.

Ela lançou um olhar rápido, mas não disse nada.

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