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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 263

O jantar de gala da Montenegro seguia com a elegância impecável que todos esperavam daquele evento anual.

Garçons circulavam silenciosamente entre as mesas, servindo vinho e pratos cuidadosamente preparados. A luz dourada dos lustres refletia nos cristais e nos talheres de prata, criando um brilho suave sobre o salão.

O som discreto da orquestra preenchia o ambiente sem dominar as conversas.

Valentina estava sentada ao lado de Rafael, conversando com algumas pessoas da mesa, quando algo chamou sua atenção.

Algumas cadeiras à frente.

O pai de Rafael.

O senhor Montenegro estava sentado alguns lugares adiante, conversando com dois empresários estrangeiros.

Valentina franziu levemente a testa.

Algo estava diferente.

Ela olhou ao redor da mesa dele.

Faltava alguém.

Vittória.

A sogra nunca perdia um evento como aquele.

Nunca.

Valentina manteve o olhar por mais um segundo, como se a resposta pudesse aparecer sozinha.

Não apareceu.

— O que foi?

A voz de Rafael veio baixa ao lado dela.

Calma.

Atenta.

Valentina virou o rosto devagar.

— Sua mãe ainda não veio da Suíça?

Rafael não respondeu de imediato.

A mão dele parou por um segundo sobre a taça antes de continuar o movimento.

O silêncio durou pouco.

Mas foi suficiente.

— Vittória está em Londres — disse ele, por fim. — E não quis comparecer ao evento.

Simples.

Direto.

Sem espaço para perguntas.

Valentina sustentou o olhar por um segundo a mais do que deveria.

Então assentiu de leve.

Mas algo não encaixava.

Ela se lembrou da conversa que havia escutado dias antes.

Enzo.

E aquela frase dita quase casualmente.

"Se você chama o sanatório municipal de Suíça."

Valentina sentiu um pequeno aperto no peito.

Mas antes que pudesse pensar mais sobre aquilo, Bianca apareceu ao lado da mesa.

— Val!

Valentina levantou o rosto.

— Oi, Bi.

Bianca se aproximou com uma taça de champanhe na mão.

— Estou entediada.

Valentina riu.

— Impossível.

— Muito possível.

Bianca olhou ao redor.

— Esses empresários estão falando de números há vinte minutos.

Valentina sorriu.

— Isso é praticamente poesia para Rafael.

Bianca olhou para ele do outro lado da mesa.

— Sim.

Ela fez uma pausa.

— Mas definitivamente não é para mim.

Valentina riu novamente.

A conversa seguiu leve por alguns minutos.

Coisas banais.

Vestidos.

Viagens.

Alguns comentários discretos sobre as pessoas do salão.

Até que, por reflexo, Valentina olhou novamente para o outro lado do salão.

E viu.

Enzo.

Sentado algumas mesas adiante.

Ao lado dele…

Helena.

Os dois conversavam tranquilamente com outras pessoas, como se estivessem apenas aproveitando o evento.

Como se nada estivesse fora do lugar.

Valentina observou por um segundo.

Depois voltou a atenção para Bianca.

O jantar seguiu sem incidentes.

Pratos foram servidos.

Discursos ocasionais.

Conversas sociais.

Nada fora do esperado.

Quando finalmente o jantar terminou, as pessoas começaram a se levantar.

Alguns voltavam para a pista de dança.

Outros circulavam pelo salão.

Valentina levantou-se devagar.

— Vou ao banheiro — disse para Rafael.

Ele assentiu.

— Eu espero você.

Ela caminhou pelo corredor elegante que levava aos banheiros do salão.

O silêncio ali era quase reconfortante depois do burburinho do evento.

Valentina entrou.

O banheiro era amplo, decorado em mármore claro, com espelhos enormes e iluminação suave.

Ela lavou as mãos.

Respirou fundo.

O reflexo dela no espelho mostrava uma mulher impecável.

Mas a mente dela ainda estava presa naquela pequena ausência.

Vittória.

Quando ela se virou para sair…

ouviu uma voz.

— Oi, minha querida.

Valentina levantou os olhos.

Helena.

Ela estava encostada elegantemente perto do espelho.

— Talvez ele ainda vá te falar.

Valentina permaneceu em silêncio.

Helena continuou com naturalidade.

— De qualquer forma…

Ela fechou a bolsa.

— É parte do testamento do meu pai.

Ela deu de ombros com elegância.

— Mais cedo ou mais tarde você descobriria.

Helena caminhou em direção à porta.

Mas parou por um segundo.

Virou o rosto novamente para Valentina.

— Tenho que ir.

Ela sorriu.

— Foi bom te ver, minha querida.

Os olhos dela passaram rapidamente pelo rosto de Valentina.

— Você está tão bonita.

Helena inclinou a cabeça.

— Sua pele brilha.

Ela riu suavemente.

— Depois me passa o nome do seu creme.

Ela abriu a porta.

— Acho que nem em um milhão de anos minha cunhada teria uma pele tão bonita assim.

Helena fez uma pequena pausa.

— Talvez eu leve alguns produtos para ela.

E saiu.

O silêncio voltou ao banheiro.

Valentina permaneceu parada por alguns segundos.

Olhando para o próprio reflexo.

A mente girava.

Ações na Montenegro?

O que está acontecendo?

Ela respirou fundo.

Endireitou os ombros.

E saiu do banheiro.

O salão continuava iluminado.

Conversas.

Risadas.

Taças de vinho.

Tudo parecia exatamente como antes.

Do outro lado da sala, Rafael estava conversando com alguns empresários.

Completamente tranquilo.

Como se nada no mundo estivesse errado.

Ele levantou os olhos.

E encontrou o olhar dela.

Sorriu.

Aquele sorriso que sempre a desarmava.

Mas naquele instante…

uma dúvida silenciosa passou pela mente de Valentina.

Será que eu realmente sei quem é o homem ao meu lado?

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