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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 257

A areia branca era tão clara que refletia a luz do sol como um espelho suave.

Valentina caminhava devagar pela praia ao lado de Rafael, ainda absorvendo cada detalhe da paisagem ao redor. O mar cristalino se estendia infinito diante deles, e o vento carregava o cheiro salgado da água misturado ao perfume das flores tropicais espalhadas pela ilha.

Ela ainda parecia incrédula.

Parou alguns passos à frente.

Apontou para a casa elegante próxima às palmeiras.

— Nossa… que casa linda.

Rafael seguiu o olhar dela.

— É bonita mesmo.

Valentina estreitou os olhos, analisando a construção moderna de madeira clara e grandes paredes de vidro que refletiam o azul do mar.

Depois virou o rosto para ele.

— Que chique.

Cruzou os braços, sorrindo com ironia.

— Fui sequestrada para uma ilha deserta.

Rafael soltou uma pequena risada.

— Tecnicamente ela não é deserta.

Valentina revirou os olhos.

— Eu sei.

Voltou a observar a casa.

— Quantas pessoas trabalham aqui?

Rafael colocou as mãos nos bolsos da calça.

— Algumas.

Valentina virou o rosto lentamente para ele.

— Algumas… quantas?

Ele inclinou a cabeça.

— Jardineiro. Cozinheira. Manutenção. Segurança.

Ela franziu levemente a testa.

— Então deixa eu reformular a pergunta.

Fez uma pausa teatral.

— Quantas centenas de milhares trabalham aqui?

Rafael riu de verdade.

— Não é tantas assim.

Valentina caminhou mais alguns passos pela areia.

— Claro.

Ela olhou novamente para a casa.

— Porque isso aqui definitivamente parece uma casa simples de fim de semana.

Rafael abriu a porta da casa e fez um gesto para que ela entrasse.

O interior era ainda mais impressionante.

O espaço amplo se abria para o mar através de enormes paredes de vidro. A brisa atravessava a casa inteira, fazendo as cortinas claras se moverem lentamente.

Sofás confortáveis.

Madeira clara.

Decoração elegante, mas simples.

Nada exagerado.

Tudo com vista para o oceano.

Valentina entrou devagar.

Passou a mão pelo encosto de uma cadeira.

— Ok…

Ela girou lentamente observando tudo.

— Isso é ridiculamente bonito.

Rafael encostou no batente da porta, observando a reação dela.

— Você ainda não viu o melhor.

Valentina virou para ele.

— Tem mais?

Ele sorriu.

— Tem.

Ela estreitou os olhos.

— Senhor Montenegro…

— Sim?

— Estou começando a achar que esse sequestro foi planejado com um nível preocupante de detalhes.

Ele se aproximou.

— Foi.

Valentina inclinou a cabeça.

— E os empregados?

— Dispensei todos.

Ela piscou.

— Todos?

Rafael assentiu.

— Este fim de semana…

ele passou o braço pela cintura dela

— é só nosso.

Valentina olhou ao redor.

Depois para o mar.

Depois para ele.

E sorriu.

— Admito.

Ele ergueu uma sobrancelha.

— O quê?

— Esse é o melhor sequestro da minha vida.

Rafael sorriu de lado.

— Ainda nem começou.

Algum tempo depois, eles estavam na praia novamente.

O sol já começava a descer lentamente no horizonte, deixando a água com tons dourados.

Rafael caminhou até o mar.

A água subiu lentamente até a cintura dele.

Ele se virou.

Estendeu a mão.

— Vem.

Valentina ficou parada na areia.

Olhou para a água.

Depois para ele.

— Rafael… eu…

Ele manteve a mão estendida.

— Confia em mim.

— Não estraga o momento.

Ele sorriu.

— Nunca.

Rafael ajustou os braços ao redor dela.

— Eu estou segurando você.

Ela respirou fundo.

Aos poucos o corpo dela relaxou um pouco.

Ainda agarrada nele.

Mas menos tensa.

O mar se movia devagar ao redor dos dois.

Valentina encostou a testa no ombro dele.

Rafael passou a mão pelos cabelos dela.

Valentina ficou em silêncio.

Depois riu baixo.

— Obrigada. Por me trazer aqui.

— Eu estou tentando superar a sua surpresa.

Ela passou a mão pela nuca dele.

— Acho que fui vencida.

Rafael inclinou a cabeça.

— Você não pode dizer isso, ainda não terminamos nosso fim de semana

Valentina aproximou o rosto do dele.

E o beijou.

O beijo começou lento.

Quente.

O som do mar ao redor deles parecia desaparecer.

As mãos de Rafael deslizaram pelas costas dela, mantendo-a segura contra ele.

Valentina aprofundou o beijo.

A respiração dos dois começou a se misturar.

Quando finalmente se afastaram, os dois estavam sorrindo.

Ela encostou a testa na dele.

— Posso estar sendo louca, mas eu gostei da água.

Rafael passou o polegar pelo rosto dela.

— Espero que sua fobia melhore, porque vamos voltar mais vezes aqui.

Valentina observou o mar.

O céu.

A ilha.

Depois voltou a olhar para ele.

E sorriu.

— Acho que esse sequestro valeu a pena.

Rafael a puxou um pouco mais para perto.

— Ainda não acabou.

O sol continuava descendo no horizonte.

E naquele momento parecia que o mundo inteiro tinha diminuído.

Restavam apenas dois corações.

E uma ilha inteira para eles.

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