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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 255

O carro parou diante da casa quando o céu já estava escurecendo.

As luzes da cidade começavam a acender ao longe e uma brisa fresca atravessava o jardim.

Valentina desceu devagar.

O dia tinha sido longo.

Cansativo.

Cheio de pensamentos que ela ainda não sabia exatamente como organizar.

Ela caminhou pela casa silenciosa, tirando os sapatos no caminho, deixando-os perto da escada.

A casa parecia estranhamente quieta.

Quando subiu para o quarto e abriu a porta…

parou.

O quarto estava iluminado apenas por velas.

Dezenas delas.

A luz dourada tremia pelas paredes, refletindo nos móveis, criando um clima quase mágico.

Balões discretos flutuavam próximos ao teto.

E flores.

Muitas flores vermelhas espalhadas pelo ambiente.

Valentina ficou imóvel por alguns segundos.

O cansaço do dia pareceu desaparecer naquele instante.

Então ela o viu.

Rafael estava vindo da varanda.

Vestia apenas uma calça escura e uma camisa branca aberta no primeiro botão. O cabelo estava levemente desalinhado pelo vento que entrava da varanda.

Na mão dele havia um buquê de rosas vermelhas.

A cena era tão inesperadamente bonita que qualquer pensamento pesado que ainda rondava a mente dela simplesmente se dissolveu.

Ele caminhou até ela devagar.

Sorrindo.

Quando parou diante dela, levantou o buquê.

— Oi… que bom que chegou.

Valentina pegou as flores.

Levou-as ao rosto e respirou o perfume suave delas.

Sorriu.

— Oi… que surpresa linda.

Rafael inclinou levemente a cabeça.

— Que bom que gostou.

Ele levantou a mão e afastou uma mecha de cabelo do rosto dela.

Depois deixou a mão repousar ali por um momento.

Os dedos dele tocaram o rosto dela com cuidado.

Valentina fechou os olhos.

Suspirou fundo.

O contato dele sempre tinha esse efeito nela.

— Como foi seu dia? — ele perguntou.

Ela abriu os olhos.

— Intenso.

O olhar dela percorreu o rosto dele.

Rafael Montenegro não era mais o mesmo homem frio que ela conheceu no começo.

Havia algo diferente nele agora.

Mais aberto.

Mais humano.

— E o seu? — ela perguntou.

Ele sorriu de lado.

— Também.

Ele deu um passo mais perto.

E a beijou.

O beijo começou suave.

Quase tímido.

Como se nenhum dos dois tivesse pressa.

Como se aquele momento fosse um pequeno refúgio depois de um dia inteiro de pensamentos e ruídos.

Os lábios dele tocaram os dela devagar.

Valentina sentiu a mão de Rafael deslizar pela lateral do corpo dela até parar em sua cintura.

Firme.

Seguro.

Ela passou os braços pelo pescoço dele sem pensar, puxando-o um pouco mais para perto.

Rafael soltou um pequeno suspiro contra os lábios dela.

Aquele som fez um arrepio subir pela coluna de Valentina.

O beijo mudou.

Ficou mais profundo.

Mais quente.

As respirações começaram a se misturar.

As mãos dele subiram lentamente pelas costas dela, explorando cada curva com uma calma quase provocante.

Como se ele estivesse memorizando o corpo dela.

Valentina deslizou os dedos pelos cabelos dele, puxando levemente enquanto o beijo se tornava mais intenso.

Rafael interrompeu o beijo por um segundo apenas para olhar para ela.

Os olhos cinzentos estavam mais escuros.

Quentes.

— Valentina…

Ela não respondeu.

Apenas o puxou de volta para outro beijo.

Dessa vez mais urgente.

Rafael sorriu contra a boca dela e a guiou lentamente até a cama.

As velas espalhadas pelo quarto lançavam sombras suaves nas paredes.

A luz dourada envolvia os dois enquanto ele a deitava sobre o colchão.

Por um instante ele ficou ali.

Apenas olhando para ela.

Como se estivesse tentando entender como aquela mulher tinha virado o centro do mundo dele.

Valentina levantou a mão e puxou a camisa branca dele pelos botões.

— Está olhando o quê?

Ele inclinou a cabeça.

— Tentando entender como você consegue me desarmar tão fácil.

Ela sorriu.

Então voltou a beijá-la.

— Rafael…

Ele levantou os olhos.

— Sim?

Valentina fingiu um sorriso casual.

— Sua mãe… como ela está na Suíça?

Rafael estava levando a taça de vinho aos lábios.

Parou.

O movimento foi pequeno.

Quase imperceptível.

Mas ela notou.

Ele olhou para ela.

— Ela está bem.

Tomou um gole do vinho.

— Faz alguns dias que não falo com ela.

Valentina assentiu lentamente.

— Entendi.

Ela manteve o sorriso.

— Podemos falar com ela um dia desses.

Ela apoiou o queixo na mão.

— Vi que vai ter uma ópera no Opernhaus Zürich.

Ela sorriu.

— Acho que ela gostaria.

Rafael assentiu.

— Claro.

Ele terminou o vinho.

— Vou falar com ela.

Valentina sorriu.

Mas sua mente estava longe.

Cheia de pensamentos que ela ainda não sabia como organizar.

Rafael se levantou.

— Vou tomar um banho.

Ela assentiu.

— Vai lá.

Ele caminhou em direção ao banheiro.

Valentina observou as costas dele desaparecerem atrás da porta.

O quarto estava silencioso.

Iluminado pelas velas.

Ela olhou para as flores espalhadas pelo quarto.

Para o buquê sobre a mesa.

Depois para a porta do banheiro.

E murmurou quase para si mesma:

— Espero que você não esteja mentindo para mim, Rafael.

Ela caminhou até a cama e se deitou.

O coração dela estava estranhamente inquieto desde que Enzo falou aquilo.

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