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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 254

O restaurante estava movimentado naquele horário.

Conversas suaves se misturavam ao som de talheres e taças de cristal. O aroma de café recém-passado e pratos elaborados preenchia o ar elegante do lugar.

Valentina caminhava em direção à saída ao lado de Lurdes, olhando rapidamente algumas mensagens no celular.

— Senhora Montenegro, quer que eu reagende a reunião com o senhor Duarte para amanhã? — perguntou Lurdes com a agenda digital aberta.

Valentina suspirou.

— Sim. E coloque no primeiro horário. Se ele cancelar de novo, eu mesma cancelo o contrato.

Ela guardou o celular na bolsa enquanto caminhava.

E foi exatamente nesse momento que aconteceu.

Ela literalmente esbarrou em alguém.

O impacto não foi forte, mas suficiente para fazê-la parar.

— Desculpa, eu—

Valentina levantou o olhar.

E sorriu imediatamente.

— Enzo?

Ele abriu um sorriso largo, quase surpreso.

— Prima… que prazer em vê-la.

Valentina soltou um pequeno riso.

— Enzo, desculpa. Eu estava distraída.

Ele balançou a cabeça.

— Não se preocupe.

Então virou-se educadamente para Lurdes.

— Boa tarde.

Lurdes assentiu com um sorriso profissional.

— Boa tarde, senhor.

Enzo voltou a olhar para Valentina.

— O que a prima faz por aqui?

Ela ajeitou a bolsa no ombro.

— Vim encontrar um cliente.

Fez uma pausa.

— Que cancelou em cima da hora.

Enzo ergueu as sobrancelhas.

— Então eu estou no lucro.

Valentina inclinou a cabeça.

— Como assim?

Ele abriu os braços.

— Vim almoçar.

Depois sorriu.

— E agora posso convidar vocês duas.

Valentina abriu a boca para responder.

Mas Enzo foi mais rápido.

— Prima… sua secretária também.

Ele olhou para Lurdes com um sorriso leve.

— Afinal já está quase meio-dia.

Fez uma pausa dramática.

— E assim você evita um processo trabalhista por não alimentar sua funcionária.

O tom dele era tão leve, tão brincalhão, que Valentina soltou uma risada verdadeira.

Lurdes ficou levemente sem graça.

Valentina olhou para ela.

— Lu… desculpa.

Ela passou a mão pelos cabelos.

— Estou tão cheia de trabalho que esqueci completamente que já estamos em um restaurante.

Lurdes sorriu.

— Não tem problema nenhum, senhora Montenegro.

Enzo bateu as mãos suavemente.

— Então já que todos concordamos…

Ele apontou para dentro do restaurante.

— Podemos almoçar?

Valentina trocou um olhar rápido com Lurdes.

Depois assentiu.

— Sim.

O maître os conduziu até uma mesa reservada próxima à janela.

A vista da cidade era ampla e elegante.

Eles se acomodaram.

Lurdes discretamente sentou-se um pouco mais afastada, respeitando o espaço da conversa.

O garçom trouxe os cardápios.

Enzo pediu vinho.

Valentina preferiu água com gás.

Alguns minutos depois, os pedidos estavam feitos.

E a conversa voltou naturalmente para o assunto que os havia aproximado.

Valentina abriu a pasta que ele havia levado.

— Sobre o seu caso, Enzo…

Ela passou os olhos pelos documentos novamente.

— Eu investiguei bastante.

Ele a observava com atenção.

— Fui atrás de informações sobre esse investidor.

Ela apoiou os braços na mesa.

— E descobri algo interessante.

Enzo franziu levemente a testa.

— O quê?

— Esse homem vem fazendo isso com outros empresários.

Ela deslizou alguns papéis para ele.

— Contratos abusivos. Cláusulas manipuladas.

Fez uma pausa.

— Se minhas fontes estiverem corretas… isso é estelionato.

Enzo soltou o ar lentamente.

Como se estivesse segurando a respiração desde que a conversa começou.

— Então…

Valentina continuou:

— Eu posso reverter seu caso.

Ele a olhou.

— E transformar isso em um processo judicial.

O alívio no rosto dele parecia genuíno.

Ele recostou na cadeira.

— Prima…

Passou a mão pelo rosto.

— Eu sabia que vir até você era a decisão certa.

Valentina fechou a pasta.

— Ainda precisamos reunir provas.

— Claro.

Ele assentiu rapidamente.

— Mas você já salvou metade da minha vida.

Ela sorriu de leve.

— Não exagera.

Ele parecia desconfortável.

— Eu achei que você soubesse.

Ela ficou completamente imóvel.

— Soube o quê?

Ele passou a mão pelo cabelo.

— Eu pensei que Rafael tivesse contado.

O silêncio entre eles ficou pesado.

— Contado o quê? A sua tia não está na Suíça?

Valentina franziu a testa.

— Suíça?

Ele deu uma pequena risada nervosa.

— Quer dizer…

Fez uma pausa.

— Se você chama o sanatório municipal de Suíça.

Valentina piscou.

— Sanatório?

Ele levantou as mãos rapidamente.

— Prima, eu não devia ter dito isso.

Ela estava pálida agora.

— Enzo…

Ele se inclinou para frente.

— Por favor.

— Eu…

Ele suspirou.

— Eu achei que Rafael tivesse te contado.

Valentina não respondeu.

Ele continuou, quase implorando:

— Não conta para ele que fui eu que falei isso.

Ela continuava olhando para ele.

— Enzo…

Ele abaixou a voz.

— Você sabe como ele é.

— Se ele descobrir que fui eu…

Ele passou a mão no rosto.

— Por tudo que eu já fiz por você…

Ela respirou fundo.

Depois assentiu lentamente.

— Eu não vou falar nada.

O alívio dele foi imediato.

— Obrigado.

Valentina se levantou.

— Obrigada pelo almoço.

Pegou a bolsa.

— Eu analiso o restante do seu caso e te ligo.

Ele assentiu.

— Claro.

Ela caminhou em direção à saída sem olhar para trás.

Do lado de fora, o carro já estava esperando.

Valentina entrou no banco traseiro.

A cidade passava pela janela.

Mas sua mente estava em outro lugar.

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