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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 245

O sol ainda estava baixo quando Valentina abriu os olhos.

Por um momento ela demorou a lembrar onde estava.

O quarto era simples, as paredes de madeira clara e a janela larga deixando entrar uma luz fria e azulada da manhã patagônica.

Então ela sentiu o peso do braço de Rafael sobre sua cintura.

O coração bateu um pouco mais rápido.

Valentina virou o rosto devagar.

Rafael ainda dormia.

O cabelo escuro bagunçado sobre a testa, a respiração profunda e tranquila, algo raro em um homem que normalmente parecia sempre alerta.

Ela ficou observando por alguns segundos.

Talvez mais.

Aquele momento parecia frágil demais para ser interrompido.

Valentina saiu da cama com cuidado, tentando não acordá-lo.

O chão frio fez ela se arrepiar.

Ela colocou os chinelos e caminhou até a pequena cozinha.

A casa era pequena mesmo.

Um único andar.

Poucos cômodos.

Mas aconchegante.

Ela amarrou o cabelo de qualquer jeito e começou a preparar o café da manhã.

Torradas quentinhas.

Geleia.

Um bolo que já estava na cozinha.

Sucos naturais que haviam deixado na geladeira.

E café.

O cheiro do café começou a preencher a casa inteira.

Valentina organizou tudo na mesa pequena perto da janela.

Simples.

Mas bonito.

Foi quando ela sentiu um olhar sobre si.

Rafael estava parado no batente da porta.

Observando.

Ele não tinha feito barulho.

Apenas ficou ali.

Ela usava uma camisola leve.

Chinelos.

O cabelo preso de qualquer jeito.

Sem maquiagem.

Sem esforço.

E ainda assim…

A luz da manhã entrando pela janela atrás dela parecia moldar aquela cena como um quadro.

Rafael pensou, em silêncio:

Não preciso tirar fotos.

Esse momento vai ficar na minha memória para sempre.

Ela levantou os olhos e o viu.

O sorriso veio imediato.

— Bom dia.

Rafael caminhou até ela.

O sorriso dele era raro.

Mas ali estava.

Ele beijou a testa dela.

— Bom dia.

Depois olhou ao redor da cozinha.

— Por que acordou tão cedo?

Valentina deu de ombros.

— Não é cedo.

Ela apontou para a mesa.

— E alguém tinha que fazer o café.

Rafael olhou a mesa preparada.

Simples.

Mas perfeita.

— Você está se mostrando uma caixinha de surpresas, senhora Montenegro.

Ela se aproximou e beijou a bochecha dele.

— Eu morei em Cambridge sozinha.

Ela pegou uma das torradas.

— O tempo era corrido. Eu tinha que fazer tudo rápido antes de ir para a faculdade.

Ela deu uma pequena mordida.

— Então não sou uma bonequinha de porcelana que não sabe fazer nada.

Rafael a observou.

Algo estranho passou dentro dele.

Algo quente.

Algo novo.

E algo que ele havia enterrado profundamente no peito muito tempo atrás.

Ela segurou a mão dele.

— Vem.

Levou-o até a mesa.

Eles se sentaram.

O café da manhã foi tranquilo.

Apenas os dois.

Em silêncio confortável.

Depois de alguns minutos, Valentina apoiou o cotovelo na mesa.

— Hoje vamos conhecer alguns lugares.

Rafael levantou uma sobrancelha.

— Lugares?

Ela começou a enumerar nos dedos.

— A Catedral.

— O Museu dos Pioneiros.

— Punta Loyola.

— O farol.

Ela sorriu.

— E alguns lugares ligados à Guerra das Malvinas.

Rafael observava o entusiasmo dela.

Os olhos brilhando.

A expectativa evidente.

— Tudo bem, senhora Montenegro.

Ele levantou a xícara.

— Estou realmente nas suas mãos.

Valentina sorriu abertamente.

— Então vamos nos arrumar.

Algum tempo depois estavam prontos.

O frio do lado de fora era intenso.

Os dois vestiram casacos mais pesados antes de sair.

O carro que haviam contratado já aguardava.

O mesmo motorista do dia anterior.

— Bom dia — disse ele ao vê-los.

— Bom dia — respondeu Valentina.

Eles entraram no carro.

A pequena cidade de Río Gallegos acordava devagar.

Casas simples.

Algumas lojas abrindo.

O vento constante atravessando as ruas.

Rafael observava tudo pela janela.

A paisagem parecia distante de qualquer mundo que ele conhecia.

Mas curiosamente…

Ele estava gostando.

Valentina apontava alguns lugares enquanto conversava com o motorista.

Explicava pequenas curiosidades históricas.

Comentava sobre o clima.

Sobre os ventos fortes da região.

Até que o carro finalmente diminuiu a velocidade.

— Chegamos — disse o motorista.

Valentina olhou pela janela.

O prédio diante deles era simples, mas carregava história.

Uma construção antiga de madeira e pedra.

Uma placa indicava o lugar:

Museu dos Pioneiros.

Ela sorriu.

E abriu a porta do carro.

Rafael saiu logo depois.

O vento frio atravessou a praça silenciosa.

Valentina olhou para o museu com curiosidade.

Rafael olhou para ela.

Valentina virou-se para ele.

— Gosto de história.

Ela apontou para uma fotografia antiga da cidade.

— Lugares como esse parecem pequenos… mas guardam histórias gigantes.

Rafael ficou em silêncio por um momento.

— Você fala disso como se fosse algo pessoal.

Ela hesitou por uma fração de segundo.

Depois sorriu.

— Talvez seja.

Eles caminharam até o final da pequena exposição.

Uma janela larga mostrava o céu aberto da Patagônia e o vento forte que atravessava a região.

Valentina apoiou as mãos no parapeito.

— Bonito, não é?

Rafael olhou para fora.

A paisagem era vasta.

Fria.

Quase infinita.

— É.

Mas ele não estava olhando para a paisagem.

Ele estava olhando para ela.

Valentina virou-se novamente para ele.

— O que foi?

— Nada.

Ela estreitou os olhos.

— Esse “nada” parece suspeito.

Ele deu de ombros.

— Estou apenas tentando entender como você conseguiu planejar uma viagem inteira sem que eu descobrisse nada.

Ela abriu um sorriso orgulhoso.

— Isso se chama estratégia.

— Eu deveria estar preocupado?

— Muito.

Rafael riu.

E o som ecoou suave dentro da sala silenciosa do museu.

Depois de mais alguns minutos caminhando pelas exposições, eles finalmente voltaram para a entrada.

O senhor do balcão levantou os olhos novamente.

— Gostaram da visita?

Valentina assentiu.

— Muito.

Eles agradeceram e saíram.

O vento frio os recebeu novamente do lado de fora.

Rafael fechou o casaco.

— Para onde agora, senhora Montenegro?

Valentina colocou as mãos nos bolsos do casaco.

O olhar dela parecia distante por um segundo.

Pensando.

Calculando.

Planejando.

Então ela voltou a sorrir.

— Temos mais alguns lugares para conhecer.

Rafael caminhou ao lado dela até o carro.

O motorista já os aguardava.

Ele abriu a porta.

— Próxima parada?

Valentina trocou um olhar rápido com Rafael antes de responder.

— Vamos continuar o passeio.

Eles entraram no carro.

Rafael apoiou o braço no encosto e virou o rosto para ela.

— Confesso que estou curioso.

Ela apenas sorriu.

— Curiosidade faz bem.

O carro começou a se mover lentamente pelas ruas da pequena cidade.

E enquanto Rafael olhava pela janela, apreciando a paisagem desconhecida…

Valentina olhava para frente.

Em silêncio.

Sabendo que cada quilômetro percorrido os aproximava um pouco mais daquilo que realmente os trouxe até ali.

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