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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 244

A casa já estava aquecida quando eles voltaram para a cozinha.

Os casacos tinham sido abandonados sobre uma cadeira perto da porta. O frio da Patagônia continuava do lado de fora, mas ali dentro o calor da lareira transformava o pequeno espaço em algo acolhedor.

Valentina havia trocado o salto por um par de chinelos simples.

O cabelo estava preso de qualquer jeito, algumas mechas soltas caindo sobre o rosto enquanto ela lavava um tomate na pia.

Rafael observava a cena enquanto cortava o pão sobre a tábua de madeira.

Era estranho.

Estranhamente bom.

Ela parecia completamente à vontade ali.

Como se aquela casa pequena, perdida no fim do mundo, fosse o lugar mais natural para ela estar.

Ele acendeu o pequeno rádio antigo que ficava sobre o balcão da cozinha.

A estática durou apenas um segundo.

Logo depois, uma música mexicana animada começou a tocar.

Valentina começou a balançar o corpo automaticamente.

Para um lado.

Depois para o outro.

Ela cantarolava algo que provavelmente nem sabia direito o que era.

Rafael parou de cortar o pão.

E ficou apenas olhando.

O sorriso apareceu devagar.

Ela não percebeu.

Continuou se movimentando pela cozinha, mexendo na panela da sopa de aspargos enquanto a música tocava.

Rafael deixou a faca de lado.

Caminhou até ela.

Sem aviso, abraçou sua cintura por trás.

Valentina riu.

Mas não parou de se mover.

Continuou balançando o corpo no ritmo da música, agora com ele grudado nela.

— Senhor Montenegro, está invadindo meu espaço culinário.

— Estou investigando a chef.

Ela virou o rosto.

— E qual o veredito?

Ele murmurou perto do ouvido dela:

— Perigosa.

Valentina se virou dentro dos braços dele.

A música continuava no rádio.

Os dois tentaram acompanhar o ritmo, improvisando alguns passos de dança apertados demais para qualquer coreografia decente.

Ela apoiou as mãos nos ombros dele.

Rafael segurava sua cintura.

Eles riram quando quase tropeçaram um no outro.

Mas continuaram.

Colados.

Simplesmente se movendo juntos.

Quando a música terminou, Valentina fez uma pequena reverência exagerada.

— Obrigada, senhor, por essa dança maravilhosa.

Rafael pegou uma mecha de cabelo que havia caído sobre o rosto dela e a colocou delicadamente atrás da orelha.

— Disponha, minha bela dama.

Ela virou-se novamente para a cozinha.

O jantar já estava praticamente pronto.

A sopa de aspargos apenas precisava ser aquecida.

O salmão já estava grelhado.

A salada fresca descansava numa tigela simples.

Rafael terminou de cortar o pão enquanto ela organizava tudo na mesa.

— Venha comer — disse ela finalmente. — Espero que goste.

Ele puxou a cadeira e sentou.

O sorriso não saía do rosto dele.

Valentina percebeu.

— O que foi?

— Nada.

Ela serviu a sopa.

Ele levantou para pegar o vinho e serviu primeiro a taça dela.

Depois a própria.

Valentina ergueu uma sobrancelha.

— Já é a segunda taça, senhor Montenegro. Está tentando me embebedar?

Ele sorriu de lado.

— Está funcionando?

Ela lançou um olhar afiado para ele.

Mas divertido.

— Não vou te contar nem sob tortura o que estamos fazendo aqui antes da hora.

Rafael murmurou algo baixo que fez Valentina rir.

Valentina respondeu sem hesitar.

— Estou.

Rafael a puxou para um beijo.

Um beijo que começou lento.

Mas rapidamente ganhou intensidade.

Ele a levantou no colo sem quebrar o beijo.

Valentina passou os braços ao redor do pescoço dele.

A boca dele nunca se afastando da dela.

Eles perderam o fôlego antes de chegar ao quarto.

Quando finalmente se separaram por um segundo, Rafael encostou a testa na dela.

Valentina abriu os olhos.

— Rafael…

Ele não respondeu.

Apenas a beijou novamente.

Mais profundo.

Mais urgente.

Ele a colocou na cama e deslizou as mãos pelos braços dela, tirando lentamente a blusa enquanto os lábios desciam pelo pescoço dela.

Valentina soltou um suspiro baixo.

As mãos dela já procuravam a camisa dele, abrindo os botões com pressa.

O quarto se encheu do som suave da respiração dos dois.

Dos lençóis se movendo.

Do ranger leve da cama quando os corpos se encontraram novamente.

O mundo lá fora desapareceu.

O céu da Patagônia escureceu devagar.

Enquanto dentro daquele quarto, perdido no fim do mundo, o calor entre eles parecia suficiente para incendiar o inverno inteiro.

— Valentina…

Ela segurou o rosto dele.

— Rafael…

Os nomes se misturavam entre beijos, toques e suspiros.

Apenas dois corpos que já não fingiam mais que aquilo era apenas um acordo.

Porque naquele momento…

os sentimentos falavam mais alto que qualquer palavra.

E Rafael Montenegro, pela primeira vez em muito tempo, estava exatamente onde queria estar.

Nos braços dela.

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