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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 202

A primeira luz do dia entrou no quarto de forma tímida.

Suave.

Quase silenciosa.

Como se até o sol soubesse que aquele quarto não precisava de pressa.

Valentina despertou devagar. Foi lento, pesado, envolto em uma sensação incomum de calor e segurança que, por alguns segundos, ela não conseguiu identificar.

Então percebeu. O braço de Rafael ainda estava ao redor dela.

Como se, mesmo dormindo, ele se recusasse a soltá-la.

A respiração dele estava mais estável agora. Profunda. Regular. O peito subia e descia em um ritmo tranquilo que contrastava completamente com o homem que, horas antes, enfrentava febre, memórias e promessas silenciosas na escuridão.

Ela permaneceu imóvel.

A cabeça repousada contra o peito dele.

A mão dele apoiada nas costas dela.

Os dedos ainda levemente curvados sobre o tecido do pijama, como se tivessem se fechado ali durante a madrugada… e decidido permanecer.

O coração dela apertou.

Ela ergueu o olhar com cuidado, observando o rosto dele de perto pela primeira vez sob a luz do amanhecer.

Sem a rigidez habitual.

Sem a máscara corporativa.

Sem o controle absoluto que o mundo conhecia.

Apenas Rafael.

Os traços ainda carregavam sinais da noite difícil, mas a expressão estava mais suave. Menos tensa. Como se o sono ao lado dela tivesse sido, de alguma forma, mais reparador do que qualquer medicação.

Valentina inspirou fundo.

E sentiu.

O cheiro leve dele.

O calor do corpo dele.

A proximidade que já não parecia um território proibido.

Aquilo era perigoso.

Muito mais perigoso do que discussões.

Do que contratos.

Do que silêncio estratégico.

Porque aquilo era conforto.

E conforto criava vínculos.

Ela fechou os olhos por um segundo.

Só um.

E o pensamento veio, involuntário, assustadoramente honesto:

Não posso me apaixonar.

Deus… me ajuda.

A mão dela se moveu lentamente sobre o peito dele, como se fosse se afastar.

Mas antes que conseguisse, os dedos dele se fecharam mais ao redor dela.

Instintivamente.

Ele não abriu os olhos de imediato.

Apenas a puxou levemente para mais perto.

Como se reconhecesse a ausência dela mesmo entre o sono e a consciência.

— Por que acordou mais cedo…? — murmurou, a voz rouca, ainda carregada de sono.

Valentina congelou por meio segundo.

Depois sorriu de leve.

— Por nada. — respondeu suavemente.

Ele abriu os olhos devagar.

O olhar encontrou o dela quase de imediato.

Por alguns segundos, nenhum dos dois falou.

A luz da manhã atravessava as cortinas pesadas, desenhando sombras suaves sobre o quarto. O mundo lá fora já se movia. Mas ali dentro… o tempo parecia desacelerado.

Rafael deslizou a mão até o rosto dela, afastando uma mecha de cabelo com um gesto lento, quase inconsciente.

— Dormiu bem? — perguntou baixo.

Ela hesitou.

Porque a resposta verdadeira era mais complexa do que “sim”.

Mas, ainda assim:

— Melhor do que imaginei. — admitiu.

O canto da boca dele se moveu minimamente.

— Bom.

Ela apoiou a mão no colchão e se ergueu com cuidado.

O corpo ainda reclamava levemente, mas nada comparado à exaustão do dia anterior. Caminhou até o banheiro sem pressa, sentindo o olhar dele acompanhando cada movimento.

Antes de fechar a porta, virou o rosto.

— Você também precisa de um banho. Está oficialmente liberado da condição de paciente apenas sob supervisão.

Ele arqueou levemente a sobrancelha.

— Supervisão médica?

Ela sorriu, já entrando no banheiro.

— Supervisão minha.

O som do chuveiro ecoou suave pelo ambiente.

Minutos depois, a porta do banheiro se abriu novamente, liberando vapor quente que se espalhou lentamente pelo quarto. Valentina ajustava o cabelo quando percebeu a presença dele na entrada.

Rafael parou à porta por um segundo.

Ela não demonstrou surpresa.

Apenas virou levemente o rosto.

— Achei que o paciente obediente viria.

Ele entrou.

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