Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 166

A casa já dormia quando Valentina finalmente cedeu ao cansaço.

O quarto estava em penumbra, iluminado apenas pelo abajur esquecido aceso ao lado da cama. Ela havia largado a pasta do evento sobre a poltrona sem sequer fechá-la direito. Papéis escapavam pela lateral, como se também estivessem exaustos.

Deitou-se de lado, ainda vestida, o corpo pesado demais para qualquer ritual noturno. A mente tentou resistir por alguns minutos — listas, prazos, nomes, rostos — mas o sono venceu antes que ela pudesse organizar o caos.

Dormia profundamente quando a porta se abriu.

Sem batidas.

Sem aviso.

Rafael entrou e fechou atrás de si com cuidado excessivo para alguém que claramente não estava calmo.

Parou no meio do quarto.

Observou.

Valentina estava encolhida de lado, o rosto parcialmente escondido no travesseiro, a respiração lenta, vulnerável de um jeito que quase ninguém via. O lençol havia escorregado um pouco, revelando o ombro nu. O cabelo espalhado pela fronha.

Ele bufou baixo.

— Eu disse que era pra você dormir no meu quarto… — murmurou, mais para si do que para ela.

A irritação veio primeiro. Quase automática.

Depois veio outra coisa. Mais funda. Mais perigosa.

Rafael caminhou até a cama, sentou-se na beirada e ficou alguns segundos apenas olhando para ela, como se estivesse tentando decidir se acordava ou se ficava ali observando aquele momento roubado de quietude.

Decidiu pelos dois.

Deitou-se ao lado dela sem pedir espaço.

Valentina se mexeu no mesmo instante, o corpo reagindo antes da consciência. Sentiu o peso ao lado, o calor conhecido, e acordou assustada.

— Rafael… — murmurou, confusa. — O que—

Ele a puxou com firmeza para perto, um braço envolvendo a cintura, o corpo encaixando no dela com precisão irritada demais para ser só carinho.

— Me solta. — ela sussurrou, ainda meio presa ao sono.

— Não. — ele respondeu, baixo, decidido. — Essa é a sua punição por não estar no nosso quarto.

Valentina piscou algumas vezes, o coração acelerando.

— Você tá louco? — murmurou, tentando se afastar um pouco. — Eu achei que—

— Você não acha nada, senhora Montenegro. — ele interrompeu, a voz grave perto demais do ouvido dela. — É lá. Não aqui.

A mão dele apertou a cintura dela com firmeza suficiente para impedir qualquer fuga, mas não machucar. Nunca machucar.

— Rafael… — ela tentou de novo, agora irritada. — Eu passei o dia inteiro—

— Eu sei. — ele disse, num tom que a desarmou mais do que qualquer argumento.

O silêncio caiu pesado por um segundo.

Valentina tentou se soltar mais uma vez, mas ele a virou com facilidade, fazendo com que ficassem frente a frente. Os rostos próximos. Próximos demais.

Ela ia reclamar.

Não conseguiu.

Rafael a beijou.

Não foi um beijo apressado. Nem delicado. Foi um beijo carregado de frustração contida, de necessidade, de algo que tinha ficado preso o dia inteiro entre reuniões, olhares vigiados e decisões grandes demais.

Valentina resistiu por um instante. Um só.

CAPÍTULO 166 — ONDE O SILÊNCIO APRENDE A PEDIR 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário