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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 150

Rafael entrou no quarto em silêncio.

A porta se fechou atrás dele com um clique suave, quase respeitoso, como se não quisesse perturbar o momento que já existia ali antes de sua chegada.

Valentina estava deitada na cama, recostada entre travesseiros, um livro aberto nas mãos. O mesmo livro que ela comprou na livraria no dia do sequestro. Seria mórbido deixar ele, mas ela gostava do seu conteúdo.

Ao perceber a presença dele, Valentina abaixou o livro devagar, marcando a página com os dedos antes de fechá-lo. O olhar subiu até encontrá-lo.

— Correu tudo bem? — perguntou.

A voz saiu tranquila. Sem ansiedade. Sem cobrança.

Rafael afrouxou o nó da gravata com um gesto cansado, quase automático. Tirou o paletó, apoiando-o na poltrona próxima, como se o peso daquele dia não coubesse mais sobre os ombros.

Passou a mão pelo rosto e suspirou.

— Sim. — respondeu. — Deu tudo certo. Amanhã assinamos o contrato.

Por um instante, Valentina apenas o observou.

Então sorriu.

Não foi um sorriso grande. Nem expansivo. Foi contido. Aliviado. Um sorriso de quem entende exatamente o que aquela frase significava.

Deu certo.

Para ele — poder, expansão, vitória.

Para ela — liberdade em breve.

Valentina saiu da cama com calma. Os pés tocaram o chão frio, mas ela não pareceu se importar. Caminhou até Rafael sem pressa, como se cada passo fosse consciente demais para ser impulso.

Parou diante dele.

Estendeu a mão.

— Parabéns, senhor Montenegro. — disse, num tom levemente cerimonial, mas com um brilho nos olhos que denunciava a provocação suave. — Pela aquisição. O mundo realmente está preparado para você.

Rafael olhou para a mão estendida por um segundo.

Depois, pegou.

O contato foi simples. Direto.

Mas a pele dela estava quente demais para ser ignorada.

Os dedos dele se fecharam em torno da mão de Valentina com firmeza contida. Um aperto que não era profissional. Nem casual. Era… reconhecimento.

— Valentina… — ele começou.

Mas parou.

Como se a palavra seguinte fosse perigosa demais.

Ela sustentou o olhar dele, atenta. E antes que ele tentasse reorganizar qualquer coisa, falou:

— Eu entendi, Rafael. — disse, com clareza. — Somos um acordo. E estamos perto do final. Quero cooperar com você até o fim. Sem sentimentalismo.

A frase foi dita sem tremor.

Sem vitimismo.

Sem defesa.

O olhar dela não carregava tristeza. Não explícita. Mas havia algo ali, guardado fundo demais para se mostrar. Uma dor silenciosa, organizada, que não pedia permissão para existir.

Rafael sentiu.

Sentiu como um impacto lento no peito.

Valentina começou a se virar, puxando a mão devagar, pronta para encerrar aquele momento com a mesma dignidade com que o havia iniciado.

Mas Rafael não soltou.

Ao contrário.

Puxou-a de volta.

O movimento foi rápido o suficiente para surpreendê-la, mas não brusco. Valentina mal teve tempo de reagir antes de sentir o corpo dele mais perto, a mão firme em sua cintura, anulando qualquer distância segura que ainda existisse entre eles.

E então, ele a beijou.

Não foi um beijo impulsivo.

Foi decidido.

A boca dele encontrou a dela com intensidade controlada, como se estivesse dizendo sem palavras tudo o que ele não podia — ou não queria — transformar em discurso. O beijo não pedia permissão. Também não implorava.

Era resposta.

Valentina ficou imóvel por um segundo.

Apenas um.

Depois, correspondeu.

Rafael deslizou a mão pela cintura de Valentina com firmeza silenciosa, conduzindo-a para trás sem quebrar o contato entre as bocas. Cada passo era lento, calculado demais para ser impulso, rápido demais para ser dúvida.

Valentina sentiu a cama tocar a parte de trás de suas pernas antes de perceber que tinha sido levada até ali.

CAPÍTULO 150 — O QUE NÃO CABE NO CONTRATO 1

CAPÍTULO 150 — O QUE NÃO CABE NO CONTRATO 2

CAPÍTULO 150 — O QUE NÃO CABE NO CONTRATO 3

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