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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 254

Lila Montgomery

O sol já nascia preguiçoso no horizonte quando voltamos para a fazenda. O céu era uma pintura viva, manchado por tons de laranja, rosa e dourado, e o ar trazia aquele cheiro bom de terra molhada, feno e café fresco vindo da cozinha. Diablo trotava tranquilo, satisfeito, balançando a crina ao vento, e Taylor vinha ao meu lado com o sorriso mais descaradamente feliz do mundo, aquele tipo de sorriso que denunciava um segredo, mas que, no caso dele, não era segredo algum.

O homem estava leve, confiante, e, por algum motivo, ainda mais irresistível.

O silêncio entre nós não era desconfortável. Era um silêncio cúmplice, cheio de lembranças recentes e sensações que ainda pareciam arder na pele. Cada vez que nossos olhares se cruzavam, eu sentia o calor subir pelo corpo, lembrava do riacho, da grama úmida sob nós, do som do riso dele misturado ao barulho da água, e do modo como ele me fazia esquecer o mundo.

Eu tentava parecer composta, mas as pernas ainda tremiam discretamente, denunciando o que havíamos feito algumas horas antes. E, a cada pequeno movimento do cavalo, o corpo reagia com um arrepio que subia pela espinha e terminava num suspiro contido.

Taylor percebeu, é claro. Ele sempre percebia.

— Tá tudo bem aí, princesa? — perguntou, num tom rouco e divertido, o tipo de voz que fazia o coração disparar.

— Tudo ótimo — respondi rápido demais, ajeitando o vestido e tentando disfarçar as marcas que ele mesmo tinha deixado na minha pele.

Ele arqueou uma sobrancelha, fingindo inocência, mas o sorriso no canto da boca denunciava o humor provocante.

— Hum... — fez uma pausa dramática. — Porque, se não estiver, posso parar a cavalgada pra te ajudar a... alongar.

Revirei os olhos, tentando segurar o riso.

— Você não presta.

— Não. — ele concordou com aquele sorrisinho de canto. — Mas você também não é santa, Montgomery.

Olhei pra ele por um instante, fingindo indignação, mas acabei rindo. O pior, ou melhor, é que ele tinha razão. E eu amava o fato de ele saber disso.

Conforme nos aproximávamos da porteira, o som familiar da fazenda acordando preencheu o ar: o mugido das vacas, o latido animado dos cães, o barulho do vento batendo nas árvores. E, acima de tudo, vozes. As vozes alegres que vinham da varanda principal.

Catarina estava lá, de braços cruzados, uma xícara de café fumegante nas mãos e aquele olhar de quem estava apenas esperando o espetáculo começar. Ao lado dela, Maurício tentava manter a compostura, mas o sorriso travado nos lábios denunciava que ele já sabia o suficiente para se divertir às minhas custas.

Assim que nos viram, Catarina ergueu a voz, teatral:

— Ih, olha só quem resolveu aparecer! O casal natureza selvagem voltou!

Os cachorros começaram a latir, como se confirmassem o anúncio. Taylor gargalhou antes mesmo que eu pudesse reagir.

— Não começa, Catarina! — protestei, sentindo o rosto pegar fogo.

Ela tomou um gole do café e inclinou a cabeça, fingindo inocência.

— E aí, tá melhor, cunhadinha? — perguntou, com o olhar mais descaradamente malicioso do planeta.

Minha alma quis evaporar. Taylor, claro, resolveu piorar tudo. Desceu do cavalo num movimento fácil e veio até mim com o sorriso de quem já estava pronto para provocar. Passou o braço pela minha cintura me ajudando a descer do cavalo e, alto o bastante pra todos ouvirem, respondeu:

— Estamos muuuuito melhor!

Maurício engasgou com o café e Catarina quase deixou a xícara cair de tanto rir.

— Imagino! — ela disse, enxugando uma lágrima de riso. — O riacho lá atrás deve até ter mudado de curso depois de tanto... movimento!

— Catarina! — exclamei, cobrindo o rosto com as mãos. — Você não tem freio!

— Tenho sim! — retrucou ela, rindo. — Mas vocês dois esqueceram o de vocês! O gado não dormiu, o galinheiro tá comentando, e até os patos estão aplaudindo, viu?

Taylor ria tanto que mal conseguia falar. Ele me abraçou por trás, o que só piorou a minha vergonha, e murmurou com a voz divertida:

— Acho que a gente vai precisar de uma placa na porteira. Algo tipo: “Área de preservação amorosa. Entrada por conta e risco.”

Maurício balançou a cabeça, tentando conter o riso.

— Olha, Lila, se eu fosse você, não olhava pra Catarina por uns três dias. Ela vai te lembrar disso toda vez que te ver.

— Já tô acostumada — murmurei, rindo nervosa. — Ela vive pra isso.

Catarina ergueu a xícara, triunfante.

— Alguém tem que manter o humor nessa fazenda!

— Humor? — resmunguei. — Isso é bullying rural.

Taylor aproximou o rosto do meu pescoço e sussurrou:

— Admite, princesa... você adora quando te provocam.

— Eu adoro quando você cala a boca. — rebati, tentando parecer séria, mas o sorriso me entregou.

Ele riu, baixinho.

— Posso resolver isso também...

Catarina, que obviamente ouviu, franziu o cenho, fingindo escândalo.

— Ei! Vocês dois! Sem mais cenas no meio do curral! O sol mal nasceu, e eu ainda nem terminei o café!

Taylor olhou pra mim, teatral.

— Tá vendo, amor? A gente tenta ser discreto, mas a plateia é exigente.

Maurício, rindo, completou:

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