No momento em que as portas do elevador se fecharam, meus olhos se depararam com um rosto de uma beleza avassaladora.
Aqueles olhos amendoados, de um preto e branco bem definidos, estavam ligeiramente sombrios, com um toque de frieza.
Fernando Gomes!
Ele não parecia muito bem, com um leve cansaço nos olhos e nas sobrancelhas, como se não tivesse dormido a noite toda.
Eu fiquei um pouco sem graça; ele, um pouco frio.
— Bom dia, Diretor Gomes. — Eu não sabia o que dizer. O número do elevador já marcava o sexto andar quando finalmente consegui articular uma frase.
O olhar de Fernando Gomes passou levemente pelo meu rosto, e ele soltou um bufo frio pelo nariz, dizendo com desdém:
— A Diretora Francisca parece estar muito bem.
— É mesmo? — Toquei meu rosto, que tinha apenas um pouco de hidratante, e forcei um sorriso. — Obrigada, chefe. O senhor também.
Não sei qual palavra o ofendeu, mas o corpo de Fernando Gomes pareceu ter sido mergulhado em nitrogênio líquido, emanando uma fumaça branca de tão frio.
Felizmente, o décimo terceiro andar chegou.
Tive um calafrio e saí correndo do elevador como se estivesse fugindo.
Flávia saiu da copa e, ao me ver correndo, olhou para trás de mim, intrigada.
— Você já não bateu o ponto? Não vão te marcar como atrasada, por que está correndo?
— Nada, é que está frio. Correndo para me aquecer.
Flávia: ...
Assim que passei por ela, lembrei-me de algo, parei e me virei para perguntar:
— Quando você e o Lion começaram a namorar oficialmente?
O rosto de Flávia corou, e ela se mexeu, sem jeito.
— Francisca, por que você também é tão fofoqueira?
— Também? Fofocaram sobre você ontem à tarde? — Tsc, que mudança de casa, perdi muita coisa boa. — Diga, confesse tudo, senão vou te torturar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento de Mentira, Amor de Verdade