Eu: ...
— Meu nome é tão difícil assim de pronunciar? Por que Francisca está com essa expressão de quem está em apuros?
Ele entrou no papel rapidamente, e Francisca pareceu se acostumar logo com o novo jeito de chamá-lo.
— Não é isso, só que...
— Se não é, melhor assim. Francisca, venha, diga “Fernando” ou “Fernando” para eu ouvir, só para praticar, para ir se acostumando.
Respirei fundo, reuni toda a coragem, mexi os lábios algumas vezes, e as duas sílabas saíram baixinho, como se fossem um zumbido de mosquito:
— Fernando.
— A voz da Francisca está baixa a ponto de só servir para um momento íntimo, muito sedutora assim. Vamos, tente de novo.
Tive que repetir o nome dez vezes até ele finalmente aceitar.
Trocamos de carro. Quem dirigia agora era o motorista particular da família Gomes, vestindo uniforme e luvas brancas, com um ar extremamente profissional.
Minha mão estava apoiada no braço de Fernando Gomes quando sentei no banco traseiro do novo carro.
O carro já estava em movimento quando percebi que minha mão ainda repousava em seu braço. Rapidamente tentei puxá-la de volta.
Mas Fernando Gomes, como se já esperasse minha reação, de repente segurou meu braço com mais força, prendendo-o firmemente no dele. Não importava o quanto eu tentasse, não conseguia me soltar.
— Chefe, solte — sussurrei, — não tem ninguém olhando dentro do carro, não precisa fingir. Quando chegarmos à casa antiga, eu colaboro com você.
Fernando Gomes lançou um olhar para o motorista à frente e me deu um sinal discreto:
— Melhor ter cuidado. Eles são os olhos e ouvidos do meu avô, não dá pra vacilar. Já que a Diretora Francisca está ajudando, é melhor se comprometer até o fim, está bem?

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