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Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 241

Três dias depois, quando Víctor Laranjeira foi ao cemitério para visitar o túmulo da família, encontrou Cesar Laranjeira em um estado deplorável. Com os olhos vermelhos de raiva, Víctor o espancou sem piedade e o expulsou de lá.

Esses acontecimentos foram contados por Cesar Laranjeira pessoalmente, quando voltou a me procurar.

— Então, tio Cesar, o senhor veio até mim só para dizer isso? Sinceramente, não tenho muito interesse em saber dos problemas da sua família.

Primeiro, Cesar Laranjeira havia se divorciado de Juliana Silva de forma escandalosa; depois, rompeu com Milena Godoy e o filho deles. Nos últimos dias, estava sem ter onde morar, vagando pelas ruas, um homem que por décadas foi discreto como a luz da lua, agora parecia um corvo abatido por uma tempestade.

Ele era órfão, sem pai nem mãe; foi Juliana Silva quem lhe deu um lar.

Agora, com a morte de Juliana Silva, Víctor Laranjeira e Kelly eram os únicos parentes de sangue que lhe restavam neste mundo.

Ele queria voltar para a família, mas Víctor Laranjeira se recusava terminantemente a aceitá-lo.

Sem saída, ele pensou em mim.

— Francisca, da última vez eu errei muito com você, não guarde mágoas do seu tio. Agora só tenho o Víctor e a Kelly como família, mas, pelos erros absurdos do passado, nenhum dos dois quer saber de mim. Francisca, me ajude, converse com o Víctor, diga uma palavra boa por mim. Víctor gosta tanto de você, com certeza vai te ouvir. Seu tio já está velho, não tem muito tempo de vida, só queria poder ter minha família por perto, sentir o carinho dos meus. Por favor, me ajude.

Eu realmente não sabia como avaliar Cesar Laranjeira.

Ele era alguém capaz de se humilhar, não ligava para o próprio orgulho.

Me perguntei o que Juliana Silva teria amado nele, alguém tão sem firmeza, a ponto de arruinar a própria vida por causa disso.

— Desculpe, eu e Víctor Laranjeira já nos divorciamos. Não me cabe opinar sobre os assuntos pessoais dele e não posso ajudá-lo. Se ao menos, no passado, o senhor tivesse sido menos frio e reservado um décimo, ou sequer um centésimo, do carinho que deu à família de José Godoy para a de Víctor Laranjeira, nada disso estaria acontecendo agora.

— E agora, o que eu faço? O que vai ser de mim? — Cesar Laranjeira não insistiu, apenas cobriu o rosto com as mãos e chorou.

As lágrimas escorriam pelos dedos, num gesto de pura tristeza e desamparo.

Dizem que quem é digno de pena, também tem culpa em sua própria desgraça. Era o destino cobrando contas.

Ao sair da cafeteria, caminhei devagar para casa.

O vento do inverno era frio, e meu coração abatido me obrigava a me abraçar, mesmo assim, eu não conseguia sentir calor.

Capítulo 241 1

Capítulo 241 2

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