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Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 150

O que realmente me surpreendeu foi que, dentro da minha marmita, havia um prato de caldo picante, daqueles bem apimentados, com vinagre extra — exatamente como eu gosto.

Assim que abri a tampa, o aroma ácido e apimentado tomou conta do ambiente, subindo direto à minha cabeça e despertando uma fome voraz, que me fez até sentir mais animada.

— Faz dias que eu estou com vontade de comer isso. O Assistente Lion é mesmo uma ótima pessoa, trouxe justamente o prato que eu mais gosto.

Mal terminei de falar, a temperatura do vagão caiu ainda mais, me fazendo estremecer de frio.

Preciso sugerir ao departamento administrativo que dispensem as geladeiras no refeitório. Com o chefe maior resfriando tudo, pra quê gastar mais? Não importa o tamanho da empresa, onde puder economizar, tem que economizar.

Esqueci qualquer preocupação com a aparência e, sem pensar duas vezes, ataquei o prato com garfo e faca, devorando tudo num piscar de olhos.

De barriga cheia, meu humor e minha paciência melhoraram muito, e minha mente ficou mais alerta. Foi então que uma dúvida me veio à cabeça.

No topo da montanha, quando Erick Diniz cuidou dos ferimentos de Fernando Gomes, ele disse que salvá-lo uma vez não bastava, que era preciso salvar de novo. Ficou claro que Fernando Gomes, ao me resgatar, não pensou no próprio risco, e ainda assim, me salvou uma segunda vez.

Na hora, tomada pelo medo, não pensei muito e achei que ele estava falando daquele dia em que Fernando Gomes foi até minha casa me socorrer.

Agora, mais calma, percebo que talvez não seja bem isso.

Parece que a “primeira vez” mencionada por Erick Diniz tinha outro significado, diferente do que eu imaginei.

Fiquei tentada a perguntar diretamente, mas como ouvi a conversa por acaso, me senti constrangida e acabei não perguntando.

No entanto, essa dúvida ficou martelando na minha cabeça.

Às dez e quarenta e cinco, a estrada parcialmente bloqueada foi reaberta, permitindo trânsito em mão única. Centenas de carros começaram a se arrastar lentamente, um atrás do outro.

Do lado próximo à encosta, vários operários, munidos de máquinas pesadas, reforçavam a estrutura do morro. Uma faixa amarela de segurança isolava a área, e um homem baixinho, segurando uma bandeirinha amarela, coordenava o tráfego dos veículos.

Quando o carro estava prestes a sair da área do acidente, soltei um longo suspiro de alívio — pela segunda vez no dia, me senti salva de um grande perigo.

Capítulo 150 1

Capítulo 150 2

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