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Casamento de Mentira, Amor de Verdade romance Capítulo 148

Eu: ...

O tempo passava devagar; as notificações de notícias no celular chegavam uma atrás da outra, e vários influenciadores já tinham ido ao local do ocorrido para transmitir ao vivo, cada um falando com emoção desmedida.

Alguns até começaram a discutir a ideia de uma vaquinha online para ajudar.

Li uma a uma as mensagens, todas pareciam iguais, sem informações realmente úteis, mais para aproveitar a onda do que para trazer algo relevante.

Aos poucos, comecei a me sentir inquieta, preocupada, olhando de tempos em tempos para a noite escura do lado de fora da janela.

No almoço, só fiz um lanche rápido; meu estômago estava vazio há horas. Saí de casa às pressas e esqueci de trazer algum doce. Agora, com a glicose baixa, uma camada fina de suor cobria minha testa, e eu sentia as mãos e pernas trêmulas, o corpo fraco, uma sensação horrível.

Não esperava que um homem tivesse doces ou snacks guardados no carro.

Mas, se eu não comesse logo alguma coisa, era bem possível que desmaiasse por hipoglicemia.

— Fernando, acho que a Diretora Francisca não está bem.

Os olhos de Fernando Gomes se abriram de repente; ele me lançou um olhar rápido e profundo, segurou minha mão e apertou suavemente a ponta dos meus dedos antes de dizer:

— Hipoglicemia. Precisa comer açúcar agora.

Ele enfiou a mão no bolso interno do casaco e tirou quatro balinhas quadradas de frutas vermelhas. Descascou uma e colocou direto na minha boca, depositando as outras três na minha mão.

Depois de engolir duas balas, aquela sensação de fraqueza extrema foi sumindo aos poucos.

Com a terceira bala na boca, senti o gosto agridoce, exatamente como o das balas da minha infância, irresistível.

E o papel da bala era do mesmo tipo da minha marca favorita de quando era pequena.

Não sei por quê, mas, de repente, elas sumiram do mercado; meu pai, em uma de suas viagens de trabalho, até tentou trazer algumas parecidas, mas o sabor nunca era igual, e acabei desistindo de procurar.

Aquelas balas de frutas vermelhas da infância se tornaram uma saudade impossível.

Jamais imaginei que, anos depois, meu chefe sério e elegante tiraria justamente aquela bala do bolso — o mesmo papel, o mesmo sabor, o mesmo tamanho, tudo igualzinho ao que eu lembrava.

Uma felicidade nostálgica invadiu meu peito, docemente, como se eu tivesse voltado à infância.

Capítulo 148 1

Capítulo 148 2

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