Se fosse Lília Santos parada aqui, hoje o grande chefe certamente teria sua reputação comprometida.
Por isso, um homem feito, por que andar por aí de roupão de banho?
Enquanto Fernando Gomes tomava banho pela segunda vez, corri até o banheiro social, encontrei um pano e fiz várias viagens de um lado para o outro, até conseguir secar toda a água do chão.
Ah, tudo culpa da minha imprudência.
Se eu soubesse que isso ia acontecer, jamais teria mexido nas plantas.
Cerca de vinte minutos depois, alguém tocou a campainha da casa, me dando um susto. Desorientada, perguntei em voz alta ao Fernando Gomes o que deveria fazer.
Se fosse a namorada ou noiva do chefe chegando, explicar que ele estava no banho e eu esperando seria, no mínimo, embaraçoso.
A porta do quarto se abriu; Fernando Gomes saiu com um terno escuro, cabelo ainda úmido, imponente como sempre.
Olhou rapidamente o visor da campainha, apertou o botão para abrir.
As portas duplas em estilo europeu se abriram, e um jovem de óculos com armação dourada entrou, carregando uma pequena maleta retangular.
— Que honra ser chamado pelo Sr. Fernando, onde foi que se machucou? Deixe-me ver. Olha só, que lugar curioso para um ferimento. Isso não é comum, hein — disse ele, os olhos indo e voltando entre mim e Fernando Gomes, com um sorriso carregado de segundas intenções.
Apesar da aparência educada, o sorriso tinha um ar irreverente.
— Não é... o senhor está enganado, não é nada disso que está pensando — tentei explicar, sem saber ao certo como me explicar.
O rapaz imediatamente voltou-se para mim, com interesse:
— Ah, não? E como foi então? Por favor, conte em detalhes, assim posso escolher o melhor remédio.
Eu: ......
Fernando Gomes lançou um olhar frio para o recém-chegado, o rosto sério como pedra:
— Soube que seu pai está pensando em mandar alguém te buscar de volta?


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento de Mentira, Amor de Verdade