Estava gravemente doente, quase delirando.
Eu preferia esperar por um cachorro de rua do que voltar a esperar por ele.
Os preparativos para o novo projeto estavam a todo vapor, e escolher os integrantes da equipe seria um verdadeiro desafio. Decidi que resolveria isso ainda pela manhã.
Se possível, à tarde, eu iria ao hospital novamente. Para conseguir ser aluna do senhor Carlos Batista, precisava me esforçar mais uma vez.
Assim que cheguei à empresa, enviei um comunicado marcando a reunião para dali a uma hora. Sentei-me no escritório, repassando mentalmente os nomes dos candidatos ideais enquanto tomava um grande copo de café preto, energizando-me para a batalha que estava prestes a começar.
Quem conseguia entrar no departamento técnico e permanecer por anos certamente tinha talento de verdade.
Mas este projeto era crucial. Grandes empresas estavam competindo para apresentar a solução primeiro; quem conseguisse, se tornaria líder de uma nova era.
Por isso, além de sólida competência técnica, os escolhidos para o projeto precisavam ter integridade inquestionável.
Quando anunciei na sala de reuniões que apenas uma parte da equipe participaria do projeto, o ambiente explodiu em murmúrios e protestos.
Um novo projeto sempre significava um prêmio generoso; escolher apenas alguns significava que os excluídos não receberiam nada.
Os três com quem já tinha competido lideraram a revolta, batendo na mesa e protestando, tornando o clima pesado e tumultuado.
Permaneci sentada na cadeira principal, observando-os sem demonstrar qualquer emoção.
Já sabia que haveria confusão, então deixei que extravasassem. Se eu não fosse capaz de resolver aquilo, não mereceria estar na posição de diretora!
Finalmente, o ambiente se acalmou. O mais velho da equipe tomou a palavra como representante:



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