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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 504

- Louco? - Indagou Guilherme.

Guilherme não ficou irritado ao ouvir esse insulto. Ele já tinha ouvido tantas vezes termos como esses associados a ele... Louco, demônio, psicopata...

As pessoas pareciam sempre prontas a usar tais palavras quando não conseguiam entender as ações de alguém.

Ele, porém, não se considerava um louco. Mas se fosse Tatiana quem o chamasse assim, ele poderia perdoar.

- Louco então. Se isso faz você se sentir melhor, eu não me importo que me xingue mais algumas vezes. - Disse Guilherme.

Guilherme retirou a mão que havia tocado o cabelo dela e baixou os olhos. Não estava claro se ele estava falando com Tatiana ou consigo mesmo.

Quando levantou o olhar novamente, seu rosto voltou àquela expressão selvagem, sem qualquer traço de ternura do dia anterior.

Já que a máscara tinha sido removida, não havia mais razão para continuar fingindo. Era melhor mostrar sua verdadeira face, poupando ela de ver uma farsa e ele de continuar com a encenação.

Assim, talvez fosse melhor.

Ao ouvir as palavras de Guilherme, Tatiana ficou atônita. Mesmo quando foi levada de volta ao quarto, não conseguia entender o que ele queria dizer.

Ela só sentia uma dor de cabeça insuportável.

Com base no que aconteceu mais cedo, no andar de baixo, Tatiana não teve dificuldade em acreditar que as palavras de Eduardo e seus amigos eram verdadeiras.

Além disso, ele próprio admitiu sua identidade. Ele era realmente Guilherme.

O Lorenzo que a tratou bem durante esse tempo, o Loh que ela pensava todos os dias, não passava de uma fachada criada por ele.

Se não tivesse encontrado Eduardo e os outros hoje, talvez no futuro ela nunca entendesse como ele poderia ter mudado tão repentinamente.

Afinal, ela nunca tinha visto seu verdadeiro eu.

Agora que viu, estava mais preparada psicologicamente.

Mas, já que a máscara foi retirada, por que ele ainda precisava agir dessa maneira, tão falso e pretensioso?

Pensando assim, Tatiana se sentiu profundamente triste.

Era como se a pessoa que ela deveria gostar nunca tivesse existido.

Era uma ilusão, um sonho desfeito.

E agora, tão facilmente destruído, desapareceu completamente.

Ela nem sabia como continuar sonhando.

“Como isso pôde acontecer?”

- Por que você está chorando? - Perguntou Guilherme.

A voz grave do homem soou acima de sua cabeça, despertando Tatiana de repente. Ao levantar a mão para limpar o rosto, percebeu que suas bochechas estavam cobertas de lágrimas.

Por que estava chorando? Havia algo para lamentar em uma ilusão?

Afinal, ela nunca teve nada de verdade. Seja o Lorenzo, que sempre favorecia Carolina, ou o Guilherme traiçoeiro e dissimulado diante dela agora.

Ela sempre esteve sozinha, e agora tudo voltava ao ponto de partida.

Então, por que estava tão triste?

Tatiana não sabia por que estava tão abatida. Não sabia a quem recorrer para exigir seu Loh de volta.

Ele simplesmente desapareceu. Tudo se foi.

Ela nem sequer podia voltar para casa, sendo forçada a desempenhar o antigo papel. Qual era o sentido disso?

- Pare de chorar. - Ordenou Guilherme.

O café da manhã de Guilherme ainda estava intacto sobre a mesa, entregue pelo garçom. Ele nem se sentou antes de ver a garota do outro lado chorando de forma comovente.

Não chorava como uma criança, com gritos angustiados. Chorava como uma jovem madura, tentando controlar suas emoções, mas incapaz de conter as lágrimas que corriam livremente, criando a cena atual.

Seu choro o incomodava.

Era melhor que ela chorasse alto, ao menos ele saberia que estava expressando suas emoções.

Mas assim, parecia que ele a estava injustiçando.

As emoções acumuladas precisam ser liberadas de alguma forma.

Ela também não queria chorar.

Mas as emoções são assim, quanto mais tentamos controlar, mais se parecem com uma represa rompendo, despejando uma avalanche de sentimentos.

Depois de ser ameaçada, Tatiana ainda tentou se conter.

Ela já havia feito uma pessoa acabar no hospital coberta de sangue e não podia envolver seu próprio irmão também.

Ela fungou, pegou o guardanapo na mesa e enxugou as lágrimas, tentando controlar suas glândulas lacrimais que pareciam hiperativas.

Ela não sabia antes que conseguia chorar tanto.

Mas não é que nunca tivesse chorado de tristeza.

Na família Garrote, especialmente depois que Vitória de repente começou a tratar ela com frieza, tudo parecia diferente de antes. Tatiana não era estranha a se trancar no quarto e chorar escondida.

Com o tempo, ela percebeu que chorar não adiantava nada.

Não havia um guardião lendário que aparecesse por causa de suas lágrimas para proteger ela. Depois das lágrimas, as situações ainda pioravam.

Eventualmente, ela ficou insensível, se acostumando às repreensões e agressões, a ponto de não conseguir mais chorar.

Então, por que estava chorando novamente agora?

“Eu sou realmente inútil”

Tatiana pensava com raiva, enquanto esfregava o rosto com força.

Ela esfregava tanto que suas bochechas ficaram vermelhas, mas parecia ignorar a dor, como se quisesse apagar todas as marcas junto com as memórias.

Quando Guilherme voltou, a primeira coisa que viu foi essa cena.

Ele sentiu um nervo pulsar em sua têmpora, quase perdendo o controle de suas emoções.

- Tatiana, o que você está fazendo? - Gritou Guilherme.

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