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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 503

- Volte comigo. Desta vez não vou assustar você, nem enganar. - Sussurrou Guilherme ao ouvido dela, em uma postura tão íntima que poderia ser mal interpretada.

Tatiana não se moveu, deixando que Guilherme segurasse seu pulso naturalmente.

Na verdade, mesmo que tentasse lutar, se Guilherme quisesse, ela não conseguiria escapar dele. Era melhor acreditar nele mais uma vez.

Talvez fosse sua obediência que melhorou o humor do homem.

Guilherme fez um sinal com os olhos e as pessoas que cercavam Eduardo e Alex se dispersaram, deixando apenas uma parede humana para impedir que eles avançassem em direção a Guilherme.

Tatiana, embora não tenha olhado para trás, percebeu pelo canto do olho o movimento da multidão ao seu redor, sentindo um alívio sutil no coração.

Esse pequeno gesto não passou despercebido por Guilherme, que esboçou um sorriso satisfeito.

- Srta. Taís, agora você pode ficar tranquila. - Disse Guilherme.

Tatiana levantou o olhar, com a voz ainda embargada e um pouco rouca.

- E aquela pessoa no chão... - Hesitou Tatiana.

- A pessoa no chão? - Indagou Guilherme.

Só então Guilherme olhou para o Gerente do Saguão, que estava sangrando bastante no chão, mas apenas deu uma rápida olhada.

Se Tatiana não tivesse mencionado, ele talvez nem notasse, pois essa pessoa era menos importante que o seu chapéu de palha que agora estava sujo.

Foi culpa dele, afinal, ter trazido essa pessoa para assustar ela.

Guilherme, sob o olhar esperançoso de Tatiana, fez um sinal com o queixo para Severino.

- Leve ele ao hospital e limpe a entrada. - Ordenou Guilherme.

Depois dessas palavras, ele puxou Tatiana de volta para o hotel.

Tatiana quis olhar para seus irmãos mais uma vez, mas após ponderar, não se virou, seguindo Guilherme como uma marionete, apática e obediente. Ela não teve coragem de olhar.

Mesmo que suas memórias não incluíssem cenas relacionadas a eles, sentia que, se olhasse para trás, não conseguiria partir.

Não só ela, mas também Eduardo e Alex não permitiriam que ela fosse embora assim.

Então, era melhor não ver. Ser cruel poderia, ao menos, resolver tudo de uma vez por todas, sem machucar mais ninguém.

Foi só quando entraram no hotel, através das vidraças escuras, que Tatiana ousou olhar de relance para eles.

"Sempre dá para voltar." Disse para si mesma.

Um dia, ela poderia voltar para casa.

- Tatiana. - Gritou Eduardo.

Quando a voz do homem soou atrás dela, Tatiana sentiu todos os pelos do corpo se arrepiarem e não ousou olhar para fora.

Ela foi puxada para dentro do elevador por Guilherme, com o coração apertado. Mesmo depois que as portas do elevador se fecharam, não ouviu mais nenhuma palavra do homem.

Tatiana não teve coragem de perguntar, apenas permaneceu como estava, de pé diante de Guilherme, como se estivesse sendo mantida sob coação.

Não havia mais ninguém no elevador, e através das paredes de vidro, ela sentia a presença ameaçadora do homem atrás dela.

Ela não ousava olhar para trás, nem levantar a cabeça para encarar ele através do reflexo. Só conseguia ficar parada, fingindo indiferença.

Até que os dedos frios e longos do homem enrolaram uma mecha do seu cabelo, e Tatiana finalmente não conseguiu mais fingir calma.

Instintivamente, ela tentou evitar o toque, mas ele a segurou com mais força.

Aquela mão gelada pousou em seu pescoço, enquanto a outra segurava seu braço, fazendo ela tremer de frio.

- Por que correr? - Sussurrou Guilherme.

Através do reflexo no elevador, Tatiana viu o homem abaixar a cabeça, seus lábios quase tocando sua orelha.

E aqueles olhos negros e frios a encaravam como uma serpente venenosa.

O coração de Tatiana batia acelerado, sentindo o suor frio molhar suas costas. O medo começava a crescer em seus pés, se espalhando por todo o corpo.

Ela engoliu em seco, olhando para o painel do elevador.

Tatiana apertou os lábios.

- Mas eu já comi. Quero voltar para o quarto. - Respondeu Tatiana, após pensar um pouco.

Com isso, ela queria dizer que não queria acompanhar ele.

Ela preferia ficar sozinha no quarto a fazer uma refeição com ele.

- Tudo bem, então pedirei minha comida e depois mandarei entregar no quarto. Você quer algo específico? - Disse Guilherme fingindo não entender o que ela queria dizer e, com um aceno fingido de compreensão.

Tatiana mostrou toda sua impaciência.

Guilherme não insistiu e já estava fazendo seu pedido na recepção.

- Se você não está com fome, não pedirei nada para você. Daqui a pouco será hora do almoço, de qualquer forma. Aliás, quer sair para dar uma volta à tarde? O sol está forte, posso comprar um chapéu para você. - Disse Guilherme, com um tom casual.

- Guilherme, você está louco! - Gritou Tatiana.

Tatiana finalmente perdeu a paciência e o encarou com raiva.

No restaurante, não havia outros clientes, provavelmente, o local tinha sido esvaziado pela manhã.

Apenas dois garçons ainda trabalhavam, e ao ouvirem o grito, não puderam evitar olhar na direção deles. No entanto, rapidamente abaixaram a cabeça e continuaram com suas tarefas, sem ousar observar mais.

Guilherme não pareceu perturbado com o tom irritado de Tatiana, sua expressão permaneceu inalterada.

Ele até esboçou um sorriso, seus olhos negros ligeiramente curvados, olhando diretamente para Tatiana.

- Comparado a você me chamar pelo nome, prefiro que me chame de Loh. - Disse Guilherme.

Ele parecia muito satisfeito com o penteado que tinha feito em Tatiana e, enquanto falava, se aproximou, enrolando uma mecha do cabelo dela em seus longos dedos.

Tatiana, sem hesitar, afastou a mão dele com um tapa.

- Você é louco! - Exclamou Tatiana, furiosa.

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