Entrar Via

Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 505

Tatiana ouviu o som e virou a cabeça, com uma expressão inocente no rosto.

Seu rosto originalmente pálido agora exibia uma marca vermelha causada pelo atrito do guardanapo, combinando com sua aparência atual, o que a tornava extremamente lamentável.

Guilherme hesitou por um momento, e seus olhos, já escuros, se tornaram ainda mais profundos ao ver a cena.

Ao perceber isso, o medo no coração de Tatiana aumentou. Ela olhava fixamente para Guilherme, que se aproximava. Quando ele parou na sua frente e estendeu a mão na sua direção, ela instintivamente se recostou na cadeira atrás de si.

Mas o espaço era limitado, não havia para onde fugir.

Logo, Guilherme não avançou mais. Quando Tatiana evitou instintivamente seu toque, ele parou no meio do gesto, com a palma da mão suspensa no ar.

Seu rosto bonito não demonstrava nenhuma emoção, mas era evidente que ele estava de mau humor.

Um desprezo tão claro não agradaria ninguém, muito menos alguém tão orgulhoso como o Sr. Borges.

Ele sempre foi o único a desprezar os outros, quando foi que alguém o tratou assim?

Ao pensar nisso, Tatiana se sentiu insegura.

Ela abriu a boca, tentando encobrir a situação.

- Eu não fiz nada. - Disse Tatiana.

Era uma resposta às palavras irritadas dele momentos antes.

Ela estava apenas tentando não chorar mais, como ele havia pedido. Não podia nem mesmo limpar as lágrimas?

Guilherme ouviu e soltou uma leve risada. No segundo seguinte, a mão que estava suspensa no ar segurou seu queixo, forçando Tatiana a levantar a cabeça.

- O que você está fazendo? - Perguntou Guilherme.

As bochechas de Tatiana foram pressionadas pelos dedos dele, fazendo sua voz soar um pouco indistinta. Seus olhos ainda estavam ligeiramente inchados pelo choro, e o rubor nos cantos dos olhos dava a ela uma aparência que despertava uma vontade de provocar ainda mais. Além disso, ela falava com um tom tão adorável.

Guilherme a observou por um longo tempo, seus olhos profundos se intensificaram e seu pomo de adão se moveu.

- O que você acha que eu posso fazer com você? - Perguntou Guilherme.

Ao mesmo tempo em que sua voz caiu, Tatiana sentiu uma sensação quente deslizar por sua bochecha.

A pressão era moderada, e a temperatura era perfeita.

A dor da pele irritada pelo guardanapo desapareceu, substituída por uma sensação morna e confortável.

Tatiana ficou um pouco atordoada, piscando inocentemente os olhos, sem entender o que o homem à sua frente estava fazendo.

Guilherme parecia ignorar seu olhar, se concentrando inteiramente no rosto dela, seus movimentos cuidadosos e meticulosos.

Quando a toalha morna esfriou completamente, ele finalmente retirou a mão que segurava o rosto dela.

Mesmo com a pressão leve, ainda deixou duas marcas vermelhas em suas bochechas, parecendo o rubor pintado no rosto de uma criança em uma festa infantil, um pouco adorável e um pouco engraçado.

Guilherme a observou por um momento, incapaz de conter um sorriso.

Ele jogou a toalha casualmente em um canto da mesa e se sentou de frente para Tatiana, seu olhar estava constantemente voltando para o rosto dela, e seu sorriso se tornava cada vez mais ousado.

Tatiana não entendia nada.

"Esse homem é louco?"

Ela tocou o próprio rosto, sentindo apenas a umidade deixada pela toalha, sem nenhuma sujeira. A palma da mão estava limpa, e a toalha não tinha nenhuma cor estranha.

Então, por que ele estava rindo?

Vendo os movimentos de Tatiana, o sorriso nos olhos de Guilherme só se intensificava, o que a deixou ainda mais irritada e curiosa.

Finalmente, ela não aguentou e, franzindo a testa, olhou para o homem à sua frente.

- Do que você está rindo? - Perguntou Tatiana.

Guilherme a olhou fixamente, como se percebesse que ela estava mentindo, tentando descobrir algo em seu rosto.

Tatiana se sentiu desconfortável sob aquele olhar intenso e, por um instante, sua mente ficou em branco. Ela encarou aquele rosto familiar e ao mesmo tempo estranho, e, sem entender por que, disse algo que nem ela mesma acreditou.

- Eu estava pensando em você. - Respondeu Tatiana.

Silêncio.

De repente, o único som no ar era a respiração suave dos dois e o batimento do próprio coração que ela podia ouvir.

Tatiana só sentia seu coração batendo cada vez mais rápido, e parecia que suas orelhas estavam esquentando, claramente aflita.

"Socorro, o que estou falando?"

Nesse momento, Tatiana só queria cavar um buraco no chão e se enterrar ali.

Felizmente, o clima constrangedor não durou muito. Guilherme soltou uma leve risada, pegou o garfo e a faca novamente e começou a comer a comida que havia cortado de forma desajeitada.

Visivelmente, ele estava de bom humor.

Tatiana não conseguia discernir exatamente qual era o estado emocional dele naquele momento, mas sabia que a pressão sobre seus ombros havia diminuído bastante, permitindo que ela soltasse um suspiro de alívio.

Foi só depois de um tempo que percebeu que sua testa estava pegajosa e seu corpo também estava molhado de suor frio, o que a fez se sentir um pouco desconfortável.

Tatiana se levantou e, com uma voz tímida, falou com Guilherme.

- Eu vou tomar um banho. Se precisar de alguma coisa, me chame depois. - Disse Tatiana.

Se fosse dez minutos atrás, Guilherme provavelmente teria ficado irritado com aquela atitude. Afinal, antes daquela manhã, Tatiana nunca havia falado com ele daquele jeito, nem mesmo antes de perder a memória ela se comportava assim.

Mas ele estava de bom humor naquele momento, então não se importou muito e respondeu de maneira casual.

“Se ela é medrosa, que seja. O importante é que ela está ao meu lado. Temos muito tempo pela frente.”

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia