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Após divórcio, ex-marido implora por reconciliação todo dia romance Capítulo 502

Sim, como ela poderia ter certeza?

Não precisava mencionar os crimes que Eduardo disse que Guilherme cometeu no passado, bastava olhar para o chão em que pisava para saber que tipo de pessoa ele era.

Então, com base em que ela poderia ter certeza de que, se fosse até ele, ele realmente cumpriria o que havia dito e libertaria todos?

Um impostor que tomou o lugar de Lorenzo e a enganou por tanto tempo.

Era confiável?

Tatiana hesitou ao ouvir as palavras de Alex.

Eduardo também falou rapidamente.

- Taís, ouça o Alê, volte. Escute, em nenhum momento você foi um fardo para nós. Não importa a situação de hoje, nem eu nem o Alê precisamos que você se sacrifique por nós.

O acidente no Lago Montanhas já havia acontecido uma vez, e isso era o suficiente.

Eduardo não permitiria que sua irmã tivesse que proteger ele novamente.

Mesmo que fossem só os dois, eles protegeriam a irmã e a manteriam em segurança.

Ainda que não pudessem levar ela embora, não poderiam ver ela partir diante de seus olhos.

- Irmãzinha, venha, confie em mim e no Eduardo, está bem? - Insistiu Alex.

Ao contrário da preocupação tensa de Eduardo, Alex, apesar de cauteloso, falava com um tom suave, quase consolador.

Foi exatamente essa ternura que fez Tatiana tomar sua decisão final.

Ela baixou o olhar e sorriu levemente, caminhando em direção a Guilherme sem olhar para trás, com um olhar firme, embora houvesse um brilho de lágrimas em seus olhos.

- Taís! - Gritou Eduardo.

Eduardo, com o sangue fervendo, imediatamente correu atrás dela, tentando puxar ela de volta.

Mas, por mais rápido que ele fosse, não conseguia superar o número de pessoas ao lado de Guilherme. No instante em que Eduardo avançou, se formou uma barreira humana à sua frente, impedindo sua passagem.

Mesmo estando tão perto, não havia como trazer ela de volta para casa.

- Taís, você enlouqueceu? Sabe o que está fazendo? - Gritou Eduardo, furioso.

Tatiana não se virou.

Com os olhos vermelhos, ela olhou diretamente para Guilherme.

Ela respirou fundo, puxando um sorriso.

- Eu estou aqui. Então, pode cumprir sua promessa agora? Deixe suas pessoas saírem do caminho e mande os inocentes para o hospital. - Disse Tatiana.

Guilherme baixou os olhos, observando aquele rosto familiar.

Embora ele tivesse visto muito nos últimos meses, nunca se cansou de olhar para ela.

Mesmo sorrindo para ele, ela conseguia fazer com que ele se sentisse cada vez mais irritado.

Ela voltou para o lado dele, como ele desejava, mas ainda assim, ele não estava satisfeito.

Guilherme reprimiu sua indiferença aparente, forçando um sorriso frio para esconder seus verdadeiros sentimentos.

Ele estendeu a mão e agarrou a garota à sua frente, segurando seu queixo firmemente.

O chapéu de palha que ele havia escolhido para ela caiu no chão, rolou algumas vezes e parou em uma poça de sangue.

Ninguém prestou atenção ao chapéu, todos estavam focados em Guilherme, temendo que ele pudesse fazer algo drástico a Tatiana.

Guilherme manteve o sorriso.

- Você confia tanto assim em mim, Taís Orsi? - Perguntou Guilherme.

Tatiana olhou fixamente para ele, com lágrimas escorrendo pelo rosto e chegando até os dedos dele.

De repente, o sorriso de Guilherme desapareceu.

Ele não afrouxou o aperto, pelo contrário, apertou ainda mais, deixando marcas vermelhas na pele clara dela.

A ameaça anterior de Guilherme estava de acordo com sua personalidade habitual, pelo menos mostrando sua maldade abertamente.

Mas agora, depois de levar uma bofetada de Tatiana, ele não demonstrou raiva. Em vez disso, ele olhou para ela com uma calma inquietante, e Eduardo temia o que ele poderia estar planejando.

Eduardo, incapaz de conter sua raiva, gritou novamente.

Ao ouvir sua voz, Guilherme apenas levantou os olhos para olhar na direção dele.

Ele ainda não tinha dito nada, mas a garota à sua frente já havia se adiantado e assumido toda a culpa.

- Fui eu quem te bateu, fui eu que decidi não te contar sobre o hotel de manhã, isso não tem nada a ver com ninguém mais. Se você tem alguma insatisfação, pode descontar em mim. - Disse Tatiana.

Embora seus olhos estivessem vermelhos de tristeza, ela pronunciou essas palavras com um olhar firme.

Realmente, era comovente.

Guilherme pensou com sarcasmo no coração, estendendo a mão para ela.

Mas antes de tocar nela, Tatiana inconscientemente se afastou.

O vento do mar levantou seu cabelo desordenado, roçando levemente a ponta dos dedos dele.

Guilherme suspirou suavemente, quase inaudível.

- Aquele chapéu era bem bonito. Quando o sol melhorar, vamos comprar outro, tá bom? - Disse Guilherme.

Incrédula com o que ouvia, Tatiana arregalou os olhos, olhando surpresa para o homem à sua frente.

Não só Tatiana, os outros também estavam um tanto incrédulos.

Especialmente Severino, que estava um pouco mais afastado. Ele mal podia acreditar que aquelas palavras saíram da boca de Guilherme. Onde estava toda aquela agressividade de pouco antes, quando ameaçou os irmãos da família Orsi?

Será que aquele tapa o deixou maluco?

Guilherme parecia alheio, como se realmente lamentasse o chapéu manchado de sangue. Após recolher o olhar, ele segurou a mão de Tatiana.

Tatiana relutou, mas por causa das palavras do homem, escolheu não resistir.

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