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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 99

— Que tal nos juntarmos?

Sugeriu Fabiano Nunes.

Norberto Capelo já tinha essa intenção ao vir cumprimentá-los. Na cidade, a fila de pessoas querendo almoçar com Fabiano Nunes daria volta no quarteirão, então, diante de uma oportunidade tão perfeita, Norberto jamais desperdiçaria a chance.

— Claro, se não for incomodar o Senhor e a Senhora Nunes.

— Não incomoda.

Os irmãos Capelo sentaram-se.

Oceana Amaral chamou o garçom e pediu mais alguns pratos.

Quando todos os pedidos chegaram à mesa, a conversa começou.

Norberto Capelo era habilidoso socialmente. Primeiro, puxou alguns assuntos triviais.

Depois, a conversa fluiu naturalmente para um novo projeto de licitação da empresa de Fabiano. Muita gente estava de olho nesse projeto, e a Família Capelo, naturalmente, era uma delas.

Oceana Amaral não entendia muito dos assuntos da empresa e não se importava com o que os dois homens discutiam. Ela só sabia que estava com fome e queria comer.

Diante dela havia um prato de bolinhos de camarão, sopa de frango e ovo cozido. Por haver estranhos presentes, Oceana Amaral não pôde estender a mão para pegar os pratos que estavam muito distantes, então ficou olhando e comendo o bolinho de camarão cristalino mais próximo.

Nesse famoso restaurante de chá, os bolinhos de camarão geralmente são feitos com camarões frescos todos os dias, muito frescos e macios.

Oceana Amaral comeu um após outro, sem sentir enjoo.

Depois de terminar o último bolinho no prato, ao estender os talheres para pegar a porção de bolinhos à sua frente, outro conjunto de talheres também se aproximou.

Ela levantou o olhar e era Adler Capelo.

— Obrigada.

Oceana Amaral educadamente pegou um pedaço e colocou na tigela.

Havia quatro pessoas à mesa, mas realmente apenas dois estavam comendo.

Adler Capelo era um pouco tagarela; vendo que Oceana Amaral não falava muito, ele resolveu iniciar a conversa: — Eu cursei o ensino médio e a universidade em Cidade G. Naquela época, o que eu mais comia era pudim; quando cheguei lá, comia pudim todos os dias e ficava mal, sentia muita falta de casa, queria muito voltar. Depois de um tempo, me acostumei e acabei até gostando de pudim.

Oceana Amaral soltou uma risada espontânea. Olhando para o jovem rico e bem tratado à sua frente, não imaginava que ele tivesse passado por tal "calvário" gastronômico.

Adler Capelo viu Oceana Amaral rir e riu junto, com um ar despreocupado:— Antes, eu achava que você era uma garota que não ria muito, que mantinha certa distância.

— Por quê? — Oceana Amaral ficou curiosa.

Adler Capelo olhou hesitantemente para Fabiano Nunes ao lado de Oceana, viu que eles não prestavam atenção ali, e sussurrou:— Porque vi sua entrevista na delegacia aquela vez. Você estava de óculos escuros e máscara, cobrindo todo o rosto. Falava de forma educada e adequada, mas passava uma sensação de distanciamento. E agora, quando chegamos, você estava de cabeça baixa no celular, sem dar bola para quem se aproximava, então...

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