Adler Capelo assentiu, tirou o paletó encharcado, pendurou-o na dobra do braço e perguntou:— Irmão, você já tinha visto a Senhora Nunes antes?
Norberto Capelo balançou a cabeça. Para falar a verdade, aquela também fora a primeira vez que ele via Oceana Amaral.
Anteriormente, Fabiano Nunes protegia a esposa de forma excessiva. Ele nunca a levava a jantares ou eventos importantes, de modo que pouquíssimas pessoas naquele círculo social conheciam verdadeiramente Oceana Amaral.
Adler Capelo não disse mais nada, lembrando-se inexplicavelmente da notícia de algum tempo atrás, quando o casal Fabiano Nunes foi entrevistado na porta da delegacia.
— Muito bem, da próxima vez, fique mais atento e tenha cuidado. Não deixe que algo assim aconteça novamente, entendeu?
O irmão mais novo tinha uma natureza ingênua e não pensava com malícia. Ao lembrar disso, Norberto Capelo suavizou a expressão e repetiu o aviso.
— Sim, entendi, irmão!
— Vá trocar de roupa.
Adler Capelo sorriu, e os dois irmãos caminharam para a saída.
Enquanto isso, Fabiano Nunes corria desesperadamente para o hospital com a esposa nos braços.
O Assistante Rodrigues dirigia, enquanto Fabiano Nunes permanecia no banco de trás, segurando firme Oceana Amaral.
— Oceana, Oceana...
Ele continuava sacudindo a mulher desacordada em seu abraço, mas não obtinha nenhuma reação.
O rosto de Oceana Amaral estava tomado por uma palidez excessiva. Seus cabelos e o vestido de gala estavam ensopados, pingando água, e ela permanecia inerte, paralisada nos braços de Fabiano Nunes, sem despertar, por mais que ele a chamasse.
Nesse momento, Fabiano Nunes estava completamente tomado pelo pânico.
Ele nunca tinha visto Oceana Amaral daquele jeito, tão sem vida, uma Oceana Amaral que não acordava por nada.
Seu terno e calças já estavam encharcados pela água que escorria do vestido de Oceana Amaral. Ignorando o frio, ele avançou imediatamente e a abraçou com força.
Fabiano Nunes não disse nada, apenas enterrou a cabeça no ombro e pescoço de Oceana Amaral. Seu corpo tremia levemente, como se ele ainda não tivesse se recuperado do susto de momentos atrás.
As enfermeiras, outros pacientes e o Assistante Rodrigues estavam todos olhando. Oceana Amaral, percebendo a situação tardiamente, sentiu-se um pouco constrangida e estendeu a mão para empurrar o homem que a abraçava.
— Fabiano...
Mas não conseguiu afastá-lo. Fabiano Nunes não falava, nem levantava a cabeça, apenas a segurava com força mortal, como se temesse que ela desaparecesse no segundo seguinte.
O corpo de Oceana Amaral ainda estava molhado. Agora que havia acordado, percebeu que sentia cada vez mais frio. Não sabia se era efeito do choque de cair na água, mas seus ossos começaram a latejar com uma dor aguda.
Oceana Amaral baixou a cabeça desconfortável e começou a tossir levemente, seu rosto pálido demonstrando extrema dor.
Fabiano Nunes desfez o abraço e, ao ver o estado de Oceana Amaral, sua expressão mudou drasticamente, as pupilas se contraindo:— O que foi... O que houve? Onde dói?

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