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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 55

O estado de Oceana Amaral hoje estava muito estranho; ela parecia completamente fora de si, como se sua alma tivesse deixado o corpo.

Normalmente, após a quimioterapia, era necessário ficar deitada um pouco antes de se levantar devagar. Mas hoje, como se estivesse transtornada, antes mesmo que a enfermeira removesse os instrumentos, ela se levantou da cama, pronta para calçar os sapatos e sair.

Os aparelhos ainda estavam conectados à sua cintura; andar daquele jeito poderia facilmente ferir o local da aplicação. Felizmente, Francisco Barros foi rápido e a interceptou antes que ela desse o primeiro passo.

— Cuidado.

A voz grave soou ao pé do ouvido dela, trazendo Oceana Amaral de volta à realidade. Ela ergueu a cabeça, com o olhar perdido, para encarar o homem à sua frente.

— Doutor Barros...

Bastou chamar o nome dele suavemente para que suas lágrimas, sem aviso prévio, transbordassem dos olhos e caíssem silenciosamente sobre sua roupa.

— Você...

Francisco Barros, que pretendia repreendê-la, travou instantaneamente ao ver Oceana Amaral chorar.

— Você... por que está chorando?

Ele nem tinha brigado com ela ainda, tinha?

Francisco Barros parecia perdido, sem saber o que fazer.

As enfermeiras ao redor, trocando olhares cúmplices, recolheram rapidamente os equipamentos e saíram em silêncio.

Oceana Amaral não disse nada. Permaneceu parada, com o corpo rígido, olhando para ele com uma expressão de desolação profunda.

As lágrimas continuavam a cair, gotas grossas escorrendo pelo rosto, deixando seus olhos vermelhos.

Francisco Barros realmente não sabia como lidar com aquilo. Era a primeira vez que via uma garota chorar daquela maneira. Com a voz meio rígida e desajeitada, tentou falar de forma séria:— Pare de chorar, recomponha-se. Eu... eu não vou mais brigar com você. Fique... fique bem, não chore...

Francisco Barros ficou em silêncio, observando a mulher à sua frente, que não parava de se desculpar e chorar. Raras vezes ele ficava sem ter o que dizer, mas apenas murmurou com voz grave:— Se quiser chorar, chore. Não tem mais ninguém aqui.

Ao ouvir essa frase, Oceana Amaral não aguentou mais. As lágrimas que ela ainda tentava conter romperam como uma represa, levando embora qualquer disfarce que restava.

As gotas batiam pesadas no chão, impossíveis de estancar.

No final, Oceana Amaral agachou-se no chão.

Ela enterrou o rosto entre os joelhos, abraçou a si mesma, e o som de seu choro desesperado e impotente ecoou por muito tempo na sala de quimioterapia vazia.

Francisco Barros não sabia o que havia acontecido com a pessoa à sua frente, mas vendo-a chorar com tamanho desespero. Pela primeira vez, sentiu curiosidade sobre alguém.

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Fabiano Nunes dirigia alucinadamente em direção ao hospital, mas acabou sendo parado pela polícia antes de chegar ao destino, devido aos inúmeros sinais vermelhos que furara pelo caminho.

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