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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 173

Vendo que os dois estavam prestes a começar uma discussão, Francisco Barros finalmente tirou o estetoscópio das orelhas.

— Chega. Silêncio.

Em seguida, Francisco olhou para Fátima Miranda, que continuava num canto enxugando as lágrimas e soluçando baixinho.

— Por enquanto, não há grandes problemas. Procure-me à tarde, assim que saírem os resultados do laboratório.

Dito isso, ele virou as costas e saiu. O grupo de estagiários, segurando suas pranchetas, seguiu Francisco Barros para fora do quarto.

Antes de sair, Alice Almeida lançou um último olhar de insatisfação para onde Fátima estava. Embora não tenha dito nada, aquele olhar afiado e julgador foi suficiente para fazer Fátima se encolher ainda mais.

— Alice, qual é a sua necessidade disso?

Gustavo Rodrigues, saindo por último, bloqueou a visão de Alice sobre Fátima e fechou a porta do quarto suavemente.

— Se há necessidade ou não, não é da sua conta — rebateu Alice em voz baixa, sem a menor paciência para ele.

O tom provocativo dela irritou Gustavo, mas, devido à presença do professor logo à frente, ele engoliu a raiva, fuzilou Alice com o olhar e se afastou.

Após terminar a ronda em todos os quartos, Francisco Barros voltou ao seu consultório. Mal havia se sentado e tido tempo de abrir a garrafa para beber um gole d'água, quando bateram à porta.

*Toc, toc.*

— Doutor Barros...

Era Fátima Miranda.

Ao ver quem era, a expressão distante e fria de Francisco não só permaneceu, como se aprofundou.

No entanto, Fátima entrou de cabeça baixa, tímida, e não percebeu o desagrado no rosto do médico.

— Doutor Barros, aqui estão os últimos exames do meu pai. O senhor poderia dar uma olhada, por favor?

Fátima não se sentou à frente da mesa como de costume; em vez disso, caminhou até o lado de Francisco e lhe entregou os papéis.

Francisco endireitou-se na cadeira e lançou um olhar frio para a garota.

— É que... Doutor Barros, sobre o que aconteceu agora há pouco, obrigada!

De repente, Fátima deu um passo para trás, curvou o corpo e fez uma reverência exagerada de noventa graus para Francisco.

Francisco franziu a testa, olhando para a garota curvada diante dele, sem entender absolutamente nada.

Mas logo Fátima explicou:— Obrigada por me defender daquela situação. Obrigada, Doutor Barros...

Assim que terminou de falar, ela fez outra reverência. E, após essa segunda vez, não se ergueu; manteve-se naquela posição curvada.

Ela imaginava que um agradecimento tão sincero e zeloso certamente tocaria o coração do médico frio, fazendo com que ele, no futuro, desse uma atenção especial ao caso de seu pai em consideração a ela.

Porém, Fátima permaneceu naquela postura por um bom tempo e ninguém estendeu a mão para ajudá-la a se levantar, nem sequer ouviu um protocolar "não foi nada".

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