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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 153

— Ah, mas olha só! Fabiano! Lembro sim, claro que lembro! O rapaz mais bonito de toda a Cidade Y! Como eu ia esquecer?

Recuperando-se do choque, Leila Matos já havia estampado novamente um sorriso falso no rosto. Esfregava as mãos nervosamente, olhando para o jovem casal com um constrangimento palpável.

Mas não é à toa que diziam que ela era a mais esperta da cidade. Fingiu que nunca tinha xingado Fabiano ou espalhado boatos sobre Oceana. Agora, cheia de um entusiasmo hipócrita, convidava:

— Faz tanto tempo que vocês não voltam! Vão jantar lá em casa hoje! A Leila manda matar um frango, um pato, vamos lá comer comigo!

Oceana permaneceu em silêncio. Fabiano, por sua vez, nem sequer olhou para a mulher ao lado.

Marlon, constrangido, acenou com a mão recusando:

— Agradeço a intenção, mas a minha Úrsula já preparou o jantar. Fica para a próxima, para a próxima...

— Tá bom!

Ao ouvir o "fica para a próxima" de Marlon, Leila sacou rapidamente o celular do bolso, abriu o WhatsApp e exibiu o QR code para Oceana:

— Vocês raramente voltam, hoje que vocês estão reunidos em família, eu não vou insistir. Mas qualquer dia que vocês tiverem tempo, precisam vir à minha casa para comer, hein! Não podem deixar de me dar esse respeito!

Leila falou um monte, mas esperou em vão. Oceana não fez menção alguma de pegar o celular para adicionar o contato. Leila sorriu sem graça para Marlon, subitamente sem saber onde enfiar a cara.

Marlon olhou para a filha, notando sua expressão calma, porém fria diante da efusividade de Leila. Sabendo o motivo, apenas dispensou a vizinha com uma frase qualquer:— É, na próxima, na próxima. Vamos para casa agora, não podemos demorar.

Dito isso, virou-se e trancou a porta da farmácia.

Ele era o típico homem bondoso da cidade, gostava de fazer o bem e vivia engolindo sapos. Nunca recusava um pedido de ajuda.

Oceana olhou para as têmporas grisalhas do pai, ficou em silêncio por um momento e apenas murmurou um "hum".

À medida que o carro se aproximava de casa, a tensão dela aumentava.

— Sua mãe... ela ainda não sabe que você voltou hoje...

Marlon apoiou a mão enrugada na porta do carro, arranhando inconscientemente o estofado.

— Da última vez que você me ligou dizendo que viria, não sei como ela descobriu. Brigou feio comigo. Eu queria contar que você chegava hoje, mas...

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