O jantar foi tenso e infeliz para ambos.
Fabiano tomou apenas um pouco de sopa e levantou-se da mesa, subindo direto para o escritório.
Karina aproximou-se da mesa e, vendo os pratos quase intocados, sussurrou para Oceana:— Senhora, a comida não agradou ao senhor Fabiano, não é? É verdade, pensei apenas em fazer algo leve para a senhora e esqueci do gosto dele...
— Não se preocupe, Karina. Ele está de dieta, por isso não come muito à noite.
Depois de consolar a governanta, Oceana forçou-se a comer uma tigela do peixe no vapor e tomou a canja, apesar da falta de apetite.
Ela não era mais sozinha, havia um Baby que precisava de nutrientes. Independentemente de como se sentisse, precisava comer.
Nesse momento, a campainha tocou.
— Quem será? — Oceana olhou para a porta, curiosa sobre quem visitaria àquela hora.
Karina foi atender.
— Ah, Assistente Matos!
Ao ver o assistente parado à porta, levemente ofegante, o rosto de Karina se iluminou:— O que faz aqui? Veio trazer documentos para o senhor Fabiano a esta hora?
Matos coçou a cabeça, explicando sem jeito:— Não, é que... o senhor Fabiano vai fazer uma viagem de negócios e vim ajudá-lo a fazer as malas.
— Ah, entendi... Entre, entre.
Karina abriu passagem. Matos entrou rapidamente e, enquanto hesitava se deveria tirar os sapatos, viu Oceana ainda à mesa tomando sopa.
— Boa noite, senhora!
Oceana assentiu:— Pode entrar, Assistante Matos. Só coloque os protetores nos sapatos.
Fabiano entrou no carro e bateu a porta.
Sentado no banco do motorista, o Assistente Matos virou-se e perguntou cautelosamente:— Senhor, para onde vamos agora?
A história da viagem de negócios que ele contara para Oceana e Karina fora apenas uma desculpa inventada de última hora.
Matos não sabia o que estava acontecendo. Só sabia que já tinha encerrado o expediente, estava em casa pronto para um banho quente e um delivery numa sexta-feira à noite, quando recebeu a ligação do chefe e teve que correr para lá.
O Assistente Matos sofria calado.
Para onde ir?
Fabiano também não sabia. A pergunta de Matos o pegou desprevenido.
Ele possuía inúmeros imóveis, mas, naquele momento, não queria ir para nenhum deles. Eram lugares frios, sem vida, sem calor humano. Nenhum deles parecia um lar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou!