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Apenas Clara romance Capítulo 667

Hector Rocha, ao saber o que aconteceu durante o dia, ficou muito frustrado:

— Esse José Cruz... E pensar que eu achava que ele era uma boa pessoa. Não esperava que fosse esse tipo de animal!

— Tudo bem, não me aconteceu nada, então não precisa estragar sua saúde por causa dos outros. — Clara serviu um copo de leite quente.

Hector Rocha olhou para ela:

— Se teve a primeira vez, haverá a segunda. Quem garante que ele não virá de novo?

Clara ergueu o queixo, indicando lá fora:

— Está vendo aquele carro estacionado lá fora?

Ao ouvir isso, Hector achou estranho:

— De onde surgiu aquele carro? Nunca o vi antes.

— É um dos homens de João Cavalcanti. — Ela acariciou a borda do copo de vidro e bebeu um gole de leite.

Hector abaixou os olhos e murmurou:

— Vocês não tinham se divorciado?

— Divorciamos, e não posso tirar vantagem dele? Ele colocou aquela pessoa ali por conta própria, não foi porque eu pedi. — Clara estava bem tranquila. — Ter um guarda-costas de graça protegendo a casa sem precisar pagar nada, seria desperdício não usar. Só não sei se o trabalho desse cara baratinho é bom.

Hector Rocha:

— ...

Por que ele sentia que sua irmã havia ficado um pouco ardilosa?

Naquele momento, envolto em um cobertor dentro do furgão comendo miojo, Fábio Torres espirrou, achando que alguém estava falando mal dele pelas costas!

Dois dias depois, o avô e o neto da família Cruz jantaram com Natan Cavalcanti no camarote do Restaurante Hanabi.

Natan Cavalcanti viu o hematoma no rosto de José Cruz e franziu a testa:

— O que aconteceu com o José?

Zeno Cruz também lançou um olhar para ele.

Ele não perguntou como o ferimento no rosto de José Cruz havia acontecido, mas provavelmente tinha uma ideia:

— Talvez tenha entrado em conflito com alguém de novo. Com esse temperamento, ainda não sabe se controlar.

Natan Cavalcanti colocou uma fatia de salmão no prato:

— São jovens, e sendo garotos, ter sangue quente e acabar brigando com os outros é normal. É uma pena, só tenho uma filha. Se não fosse por isso, adoraria que José conhecesse um irmão.

— Isso... não é apenas adequado, mas conseguir achar alguém tão parecida, com a personalidade do meu sobrinho, acho que ele apenas ficará em guarda, não?

José Cruz continuou sem expressão:

— Para quem está de fora olhando, vão se importar se ela é real ou falsa? Contanto que fique provado, e a família Alves acredite, não está bom o suficiente?

— José está certo, desde que os de fora e a família Alves acreditem, o resto não importa. — Zeno Cruz levantou o copo de vinho e brindou a Natan Cavalcanti.

Natan Cavalcanti sorriu e bateu o copo com ele.

Pouco depois, os homens saíram do camarote.

José Cruz e Silvana Nunes foram os últimos a sair. Silvana Nunes andava muito devagar e estava em grande conflito interno. Ela sabia que isso era errado, mas precisava muito de dinheiro...

— Sr... Sr. José, acho melhor eu...

Antes que ela pudesse terminar, José Cruz parou de andar:

— Não me chame de Sr. José.

A outra não entendeu. Ele se virou e ficou encarando aquele rosto um tanto semelhante:

— Me chame pelo nome diretamente.

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